Ilia Malinin, de 21 anos, é o grande nome da patinação artística nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. Nascido em Fairfax, Virgínia (EUA), ele vem dominando a modalidade com saltos que antes eram considerados quase impossíveis — e redefinindo o esporte moderno no gelo.
Malinin ganhou um apelido que traduz seu impacto: “Quad God” (Deus dos Quádruplos). Ele é famoso por técnicas de salto que poucos conseguem executar, especialmente por ser o único atleta do mundo a completar um salto Axel quádruplo (4,5 rotações) com perfeição em competições internacionais.
História e trajetória rumo ao topo
O talento de Ilia nasceu literalmente no gelo — os dois pais dele, Tatiana Malinina e Roman Skorniakov, foram patinadores olímpicos pelo Uzbequistão antes de se estabelecerem nos EUA. Apesar disso, eles inicialmente tentaram desencorajar Ilia de seguir o mesmo caminho por conta da pressão da alta competição.
Mesmo assim, ele começou a patinar aos 6-7 anos e rapidamente se destacou nos saltos mais complexos do esporte, estabelecendo recordes em campeonatos mundiais e se tornando o favorito para medalhas mesmo antes da sua estreia olímpica.
Movimento banido há 50 anos voltou — e ele foi o primeiro a fazê-lo nas Olimpíadas
Um dos momentos mais comentados desta edição dos Jogos foi quando Ilia Malinin realizou um salto mortal para trás (backflip) — um movimento que estava proibido nas competições oficiais por quase 50 anos por causa de riscos de segurança. A União Internacional de Patinação (ISU) retirou essa proibição apenas em 2024, abrindo caminho para que ele quebrasse mais um tabu no gelo.
Esse salto histórico ajudou tanto na classificação dele para a final individual quanto na conquista da medalha de ouro para os EUA na patinação artística por equipes nas Olimpíadas de 2026.
Além de seus feitos técnicos, Ilia tem feito a patinação ganhar atenção fora das pistas tradicionais. Com sua combinação de salto, equilíbrio e estilo, ele atrai público novo e traz debates sobre a evolução do esporte, sua segurança e o futuro das competições olímpicas.
A presença dele nas finais e a chance de conquistas individuais nas próximas provas o colocam no centro das atenções em Milão-Cortina — numa fase histórica da patinação artística.







