Projetos de lei apresentados em São Paulo surgem após clube anunciar parceria com a plataforma Fatal Model e miram publicidade em eventos esportivos e culturais
O anúncio da plataforma de conteúdo adulto Fatal Model como nova patrocinadora do Corinthians provocou repercussão no meio político. A deputada estadual Marina Helou (PSB-SP) e a vereadora paulistana Mariana Bragante (PSB) apresentaram projetos de lei que pretendem restringir a publicidade de sites adultos em espaços esportivos, culturais e de entretenimento.
As propostas foram protocoladas, respectivamente, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) e na Câmara Municipal de São Paulo.
Parlamentares criticam novo patrocínio do Corinthians
Em vídeos publicados nas redes sociais, Marina Helou e Mariana Bragante criticaram a decisão do Corinthians de exibir a marca da Fatal Model em seu uniforme.
Segundo as parlamentares, a parceria não condiz com a trajetória histórica do clube e pode ampliar a exposição de crianças e adolescentes a plataformas de conteúdo adulto.
Durante a manifestação, Marina Helou destacou que o Corinthians é reconhecido por movimentos históricos, como a Democracia Corintiana, e afirmou que a associação com esse tipo de publicidade gera preocupação do ponto de vista ético e social.
Projetos querem limitar publicidade
A proposta apresentada pela vereadora Mariana Bragante busca impedir a veiculação de anúncios de plataformas adultas em eventos esportivos, culturais, de lazer e entretenimento acessíveis ao público, especialmente aqueles frequentados por menores de idade.
Já o projeto da deputada Marina Helou tem um alcance mais amplo e pretende proibir esse tipo de publicidade em espaços públicos e bens concedidos pelo Estado de São Paulo.
As duas parlamentares defendem que, embora a exploração de atividades econômicas seja permitida, o poder público pode estabelecer limites quando há interesse coletivo envolvido.
Patrocínio continua repercutindo
O anúncio da Fatal Model como patrocinadora do Corinthians gerou amplo debate entre torcedores, políticos e usuários das redes sociais.
Enquanto parte do público defende a autonomia dos clubes para firmar contratos comerciais, outros questionam a presença de marcas ligadas ao conteúdo adulto em ambientes com grande audiência, incluindo crianças e adolescentes.
Os projetos de lei ainda deverão passar pelas etapas de tramitação nas respectivas casas legislativas antes de serem analisados e votados.







