A cúpula da TV Globo passou por uma reviravolta nesta semana. Manuel Belmar, executivo que ocupava o cargo de CFO (Diretor Financeiro) da emissora, foi desligado após uma decisão estratégica que gerou forte repercussão interna: a escolha de não manter a exclusividade total da transmissão da Copa do Mundo deste ano, abrindo caminho para concorrentes como o SBT e a Cazé TV.
Segundo informações da coluna Gente, da revista Veja, a avaliação nos bastidores foi duramente negativa. Fontes apontaram que a divisão dos direitos de transmissão impactou o mercado esportivo e gerou revolta entre funcionários, com alguns chegando a defender um desligamento por justa causa devido à dimensão do erro estratégico. A publicação também relatou que o ex-executivo não reconheceu falhas na condução do processo, enquanto nos corredores da emissora circulavam comentários de que a demissão “demorou bastante” para acontecer.
Clima de reformulação e saídas em série
O desligamento de Belmar ocorreu apenas dois dias após outra baixa de peso na liderança da empresa. Na última terça-feira (1º), o diretor de Marca e Comunicação, Manuel Falcão, também deixou a Globo, conforme apurado pelo portal Notícias da TV.
A proximidade entre as duas demissões reforçou a percepção de uma reestruturação profunda nos cargos de comando do grupo, comandada de perto pelo presidente da emissora, Paulo Marinho. As mudanças ocorrem sob forte expectativa do mercado publicitário e de mídia, com atenção voltada para os rumos comerciais do setor esportivo da emissora.







