Assistir a um show de Roberto Carlos e não ver o momento em que o cantor distribui rosas para a plateia parece impossível. O gesto afetuoso, que hoje arranca suspiros e gera disputas acirradas por cada pétala entre os fãs, já dura quase 50 anos. No entanto, essa marca registrada nasceu de forma totalmente improvisada.
Como nasceu o ritual das flores em 1978
A tradição começou no Rio de Janeiro, no ano de 1978. Durante uma apresentação, o Rei avistou um conhecido na plateia e, em um impulso espontâneo, tirou o cravo que usava na lapela do terno e o lançou na direção da pessoa. A euforia do público foi imediata.
Ao notar a empolgação contagiante da plateia, a maquiadora Neide de Paula — profissional que acompanha o artista até hoje — sugeriu transformar o gesto em um número fixo do espetáculo. A ideia foi abraçada de imediato pelo cantor.
Por que o cravo virou rosa?
Apesar do sucesso inicial, a escolha da flor precisou passar por um ajuste prático. A equipe de Roberto Carlos percebeu que o caule do cravo era frágil, dobravá-se com facilidade e não resistia ao trajeto pelo ar até alcançar os fãs mais distantes.
Para resolver o problema e garantir maior firmeza no lançamento, o cravo foi substituído pelas rosas, inaugurando o formato clássico que permanece inalterado há décadas nos palcos.







