O universo do entretenimento brasileiro amanheceu em luto com a notícia da morte do dublador Ricardo Schnetzer, aos 72 anos, na última quarta-feira (4). A informação foi confirmada por familiares nas redes sociais, gerando comoção entre fãs, colegas e admiradores de sua obra.
Schnetzer enfrentava uma batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa que compromete progressivamente o sistema nervoso e os movimentos musculares, levando à incapacidade física ao longo do tempo. Diagnosticado com a condição, o artista vinha recebendo cuidados médicos intensivos e apoio de amigos e fãs por meio de campanhas de arrecadação para cobrir os custos do tratamento.
Voz de grandes estrelas e personagens icônicos
Nascido no Rio de Janeiro em 13 de abril de 1953, Ricardo Schnetzer construiu uma carreira que se estendeu por décadas e deixou uma marca profunda na cultura pop brasileira.
Ele ficou conhecido por ser a voz oficial de astros internacionais — incluindo Tom Cruise, Al Pacino, Richard Gere e Nicolas Cage — em versões brasileiras de filmes que marcaram gerações. Entre seus trabalhos mais lembrados estão personagens como:
Maverick (Tom Cruise) em Top Gun
Tony Montana (Al Pacino) em Scarface
Edward Lewis (Richard Gere) em Uma Linda Mulher
Carlos Daniel na novela mexicana A Usurpadora
Capitão Planeta e outras vozes em animações cultuadas pelo público.
Além de dublador, Schnetzer também atuou como diretor de dublagem e contribuiu para a formação de novos profissionais na área ao longo das últimas décadas.
Repercussão e homenagens
Nas redes sociais, colegas de profissão e fãs prestaram tributos emocionados ao artista, lembrando não apenas do talento vocal, mas da generosidade e do impacto que ele teve na vida de outros dubladores e espectadores.
A morte de Schnetzer representa a despedida de uma das vozes mais reconhecidas da dublagem brasileira — uma carreira que ajudou a moldar a experiência de cinema e televisão de muitos espectadores ao longo de várias gerações.







