A capixaba Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, viu sua vida virar de cabeça para baixo logo após brilhar internacionalmente. Conquistando o terceiro lugar no Miss Supranational, na Polônia, a jovem natural de Afonso Cláudio (ES) esperava celebrar a fase de ouro da carreira, mas acabou destituída do título de Miss Brasil Supranational 2026 após a descoberta de uma gravidez inesperada.
O que mais revoltou os internautas, no entanto, foi a forma fria como tudo aconteceu. Lara soube de seu desligamento por uma ligação telefônica — que ocorreu exatamente no mesmo minuto em que a organização do Concurso Nacional de Beleza (CNB) publicava o comunicado oficial nas redes sociais. Sob a alegação de descumprimento contratual, o episódio gerou um debate acalorado sobre as regras ultrapassadas dos concursos de beleza, que continuam sem diretrizes claras sobre gestações durante o reinado, mesmo flexibilizando normas para mães e mulheres casadas.
Apesar do baque, Lara escolheu focar na nova fase e celebrou a chegada do primeiro filho com um emocionante desabafo nas redes sociais:
“A vida mudou os meus planos de uma maneira que eu jamais poderia imaginar. Hoje, entendo que um novo caminho está começando para mim […] Continuo sendo a Lara que tem sonhos. Agora represento também com muito orgulho as mamães do Brasil.”
A repercussão mobilizou a rede de apoio do mundo das misses. Eduarda Braum, brasileira vencedora do título internacional em 2025, fez questão de público acolher a colega: “Apesar de todas as circunstâncias, você permaneceu forte”. Com a saída de Lara, a coroa nacional passou a ser ocupada pela catarinense Camilly Ceccon, segunda colocada na disputa.







