Influenciador Vanderlei Luz, que tem um filho autista nível 2 de suporte, criticou a violência e pediu respeito às pessoas com TEA
O caso de uma criança autista agredida dentro de um elevador em um prédio de Belém, no Pará, causou revolta nas redes sociais. O criador de conteúdo e pai atípico Vanderlei Luz publicou uma mensagem de indignação após a divulgação das imagens da agressão.
Vanderlei, que é pai de uma criança autista nível 2 de suporte e não verbal, utiliza suas redes sociais para falar sobre inclusão, conscientização e os desafios enfrentados por famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“A covardia contra uma criança autista não é apenas um ato de violência, é o reflexo cruel de uma sociedade que prefere agredir a tentar compreender”, escreveu o influenciador.
Influenciador fala sobre medo da falta de empatia
Na publicação, Vanderlei afirmou que a situação despertou uma forte reação emocional e destacou que sua maior preocupação nunca foi o diagnóstico do filho, mas sim a falta de compreensão e a crueldade de algumas pessoas.
“Eu nunca tive medo do diagnóstico. Meu medo sempre foi da maldade”, declarou.
O pai atípico também reforçou que casos como esse mostram a importância de combater o preconceito contra pessoas autistas e cobrar responsabilidade diante de situações de violência.
Criança autista foi agredida dentro de elevador
A agressão aconteceu na tarde da última segunda-feira (6), em um prédio localizado em Belém, no Pará. Uma câmera de segurança registrou o momento em que a criança, diagnosticada com TEA, foi atacada por um vizinho enquanto tentava entrar no elevador.
Após a divulgação das imagens, a família pediu que as autoridades investigassem o caso e adotassem as medidas necessárias contra o responsável pela agressão.
Segundo a mãe da criança, após o episódio, o menino apresentou sinais de medo intenso, dificuldade de comunicação e forte impacto emocional.
Caso gera debate sobre inclusão e proteção
A repercussão do caso reacendeu discussões sobre a necessidade de ampliar a conscientização sobre o autismo e combater atitudes de violência e intolerância.
Especialistas e familiares de pessoas com TEA frequentemente destacam que informação e empatia são fundamentais para evitar situações de preconceito e garantir ambientes mais seguros e inclusivos para crianças autistas.
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