A decisão do Superior Tribunal de Justiça de conceder habeas corpus a investigados de um suposto esquema bilionário ganhou um novo capítulo. A Polícia Federal reagiu rapidamente e solicitou a prisão preventiva dos envolvidos, incluindo os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa Oliveira.
O pedido foi apresentado após a liberação dos suspeitos, com base em novos elementos coletados durante a investigação.
O que motivou a soltura?
Os três haviam sido presos temporariamente no dia 15, durante a Operação Narco Fluxo. No entanto, a decisão do ministro Messod Azulay Neto considerou irregular o prazo da prisão, o que levou à concessão do habeas corpus.
Na prática, a soltura não significa absolvição — apenas que a prisão anterior não seguiu os critérios legais exigidos.
Novo pedido de prisão
Agora, a Polícia Federal tenta reverter o cenário. Segundo os investigadores, surgiram novos indícios que justificariam a prisão preventiva.
Entre os materiais analisados estão documentos, celulares e registros financeiros apreendidos. A PF argumenta que a medida é necessária para evitar a continuidade das supostas atividades criminosas e impedir interferências nas investigações.
Esquema bilionário sob suspeita
De acordo com a apuração, o grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão em um esquema de lavagem de dinheiro.
O modelo incluiria:
- bets ilegais
- rifas clandestinas
- empresas de fachada
- uso de criptomoedas
- envio de valores ao exterior
Ainda segundo a PF, a organização teria estrutura definida, com divisão de funções e uso de “laranjas” para ocultar a origem dos recursos.
Defesas contestam
Os advogados dos investigados reagiram ao novo pedido.
A defesa de MC Ryan SP classificou a solicitação como “extemporânea” e defendeu o cumprimento da decisão do STJ. Já os representantes de MC Poze do Rodo afirmam que não existem fatos novos que justifiquem a prisão preventiva.
O que acontece agora?
A Justiça deve analisar o novo pedido nos próximos dias. Até lá, o caso segue em aberto — e pode ter novos desdobramentos a qualquer momento.
No fundo, o cenário mostra um embate clássico: de um lado, a investigação avançando; do outro, a disputa jurídica sobre até onde a lei permite ir antes de uma condenação definitiva.







