A atriz Deborah Secco provocou controvérsia nas redes sociais ao revelar sua rotina alimentar em entrevista ao podcast “PodDelas”. Aos 45 anos e com corpo definido, ela afirmou que não segue dietas restritivas e consome alimentos como pão com Nutella e refrigerante zero no café da manhã, além de arroz, feijão, carnes, farofa e doces diariamente. A declaração dividiu opiniões entre os internautas, com muitos questionando a veracidade das informações.
Embora mantenha uma rotina de exercícios, Deborah garantiu que sua alimentação não tem restrições há anos e que não usa medicamentos para perda de peso. A atriz ainda revelou consumir brigadeiros, pirulitos e comida japonesa regularmente. Os comentários nas redes sociais variaram entre ceticismo e críticas, com seguidores comparando suas declarações a “alunos que tiram 10 e falam que não estudaram” e questionando a possibilidade de manter o corpo definido com essa dieta após os 40 anos.
Para analisar os aspectos nutricionais dessa rotina alimentar e seus possíveis impactos na saúde, conversamos com a nutricionista Giovanna Baleeiro, da clínica Dr. Pure, em São Paulo.
É saudável?
Segundo a profissional, essa escolha de café da manhã não é nada saudável: “Essa combinação é rica em açúcares simples, aditivos químicos, gordura ultraprocessada e possui baixo valor nutricional. Ela promove picos de glicemia e insulina, além de não oferecer fibras, vitaminas ou minerais essenciais. É uma refeição inflamatória e pobre do ponto de vista funcional e metabólico”.
Engorda?
Baleeiro explica que, ao longo do tempo, essa refeição pode gerar ganho de peso devido à alta carga calórica e glicêmica. Às vezes, o paciente não vai perceber o aumento na balança, mas a saúde sentirá: ”Esse padrão alimentar favorece o acúmulo de gordura visceral, desequilíbrios hormonais, resistência à insulina e alterações metabólicas silenciosas”.
A nutricionista ainda diz que esse café da manhã não deve ser consumido por todo mundo: “O metabolismo de cada pessoa é influenciado por múltiplos fatores: genética, microbiota intestinal, composição corporal, rotina de sono, atividade física, estresse e histórico de saúde. O fato de alguém não engordar com esse hábito não significa que ele seja saudável ou aplicável a outras pessoas. Além disso, manter o peso corporal não é sinônimo de saúde metabólica”.
Ou seja, para alguns, essa refeição pode gerar prejuízos ainda maiores: “Cada indivíduo possui um ritmo metabólico único, com respostas diferentes à ingestão de alimentos. Uma dieta rica em açúcar e ultraprocessados pode ser mais tolerada por alguns no curto prazo, mas isso não impede que gere inflamação, carências nutricionais, distúrbios hormonais ou doenças metabólicas com o tempo. O metabolismo não é desculpa para manter hábitos prejudiciais”.







