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Márcia Piovesan

Série

‘Filhos da Pátria’ é apresentada no Palácio do Catete

Autor e elenco se reúnem para falar da segunda temporada da série

Equipe de 'Filhos de Pátria' apresenta segunda temporada da série
Equipe de 'Filhos de Pátria' apresenta segunda temporada da série | Foto: Globo/Estevam Avellar

Aconteceu hoje, dia 23, a  apresentação da segunda temporada da série Filhos da Pátria num evento realizado no Palácio do Catete, zona sul do Rio de Janeiro, onde várias cenas foram gravadas, e reuniu imprensa e convidados. 

O autor Bruno Mazzeo e os protagonistas da série, Alexandre Nero e Fernanda Torres, falaram da nova temporada de Filhos da Pátria que estreia dia 8 de outubro. Só que agora, vai mostrar a família Bulhosa em 1930, porém, com as mesmas características e adaptadas ao momento de transição da história do Brasil com o início da Era Vargas.

“A ideia da série é mostrar que o Brasil está sempre recomeçando, um ‘agora vai’. Sempre está acontecendo alguma coisa que parece que vai dar certo e, de repente, volta tudo. A primeira temporada se passava no período da Independência do Brasil, com um novo país surgindo. Nessa temporada, temos, mais uma vez, um novo Brasil aparecendo. Getúlio Vargas chega acabando com a política do ‘café com leite’: mais um ‘agora vai’. O Millôr (Fernandes) tem uma frase que eu gosto muito que diz: “Brasil, o país do futuro, sempre”. Sempre é do futuro, nunca é do presente. Acho que essa é a grande essência de ‘Filhos da Pátria’”, explicou o autor, Bruno Mazzeo.

Bruno Mazzeo, autor da série | Foto: Globo/Estevam Avellar

Alexandre Nero, que vive o Geraldo Bulhosa, falou das mudanças de seu personagem nessa nova temporada e ressaltou: “Senti que ele está mais inteligente. Geraldo era mais levado pela inocência. Agora, ele sabe que está errado, mas faz . Dinheiro é bom e ele acha que nada vai acontecer com ele. Ele não é maquiavélico. É um homem comum que vai sendo levado pelas circunstâncias. É vaidoso, que se enfeitiça pelo pequeno poder. É aquele cara que cumpre ordens sem questioná-las. E as cumpre porque tem medo de tudo: de perder o emprego, dos militares, de morrer, da tortura, da mulher”.

A divertida Maria Teresa, esposa de Geraldo, que é interpretada por Fernanda Torres, continua louca para ingressar na alta sociedade. Empolgada com a segunda temporada da série, a atriz ressaltou que sua personagem é tão bem escrita, que as pessoas gostam dela. Ao assistir ao primeiro capítulo no evento de hoje de manhã, Fernanda Torres se divertiu com suas cenas. Ela observou que o humor é uma boa maneira de passar a mensagem ao telespectador: “‘Filhos da Pátria’ apresenta um olhar cômico e terrível sobre nós mesmos. A Maria Teresa somos nós, uma tia, alguém que conhecemos. Todos temos algo dela. Algumas pessoas mais, outras menos. Os séculos avançam e a gente continua igual. Mostramos as questões brasileiras que a gente vai empurrando pelos séculos, mas nunca resolve. A série é uma excelente reflexão de nós mesmos, independente de quem esteja no Poder. O Brasil vive de zerar. Zera, joga tudo no lixo, e começa de novo. O Brasil não aprende.”

Outro destaque da história escrita por Bruno Mazzeo é Pacheco, personagem vivido por Matheus Machtergaele. Analisando esse funcionário público corrupto do alto escalão, superior imediato de Geraldo, o ator enfatiza: “Pacheco é aquela pessoa que se atrela ao poder, mas que não dá a cara para bater. Ele não se expõe, mas está sempre por perto. Tem um bom cargo no Governo, mas não é o chefão. Pacheco dá voz aos poderes ocultos de um sujeito que manda, mas que, na trama, não tem nome, que não sabemos quem é”.