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Márcia Piovesan

Amor Sem Igual

Amor Sem Igual: atrizes aprendem dança em tecidos para a trama

Elas tiveram aulas de acrobacia para a trama

Atrizes praticam tecido na novela
Atrizes praticam tecido na novela | Foto: Blad Meneghel e Vinícius Muhammad/ Record TV

Em muitas cenas de telenovelas são utilizados os famosos dublês para poupar os atores de possíveis desgastes ou perigos. Em Amor Sem Igual, trama das 20h30 da Record, as atrizes Sthefany Brito, Juliana Lohmann e Malu Falangola dispensam o uso desses profissionais nas cenas em que suas personagens se apresentam no Mademoiselle Olympia Night Club. Elas tiveram aulas de tecido acrobático, também conhecido como tecido aéreo ou circense, cerca de duas vezes por semana com a profissional de dança Karla Klemente no Rio de Janeiro.

Intérprete da prostituta Donatella, conhecia como Doutorzinha, Sthefany Brito conta que não é a primeira vez que pratica acrobacia em tecidos. “Eu fiz muito novinha, para uma peça de teatro. Não tinha medo de nada, então eu me jogava. Hoje mais velha, as coisas são diferentes. Mas é uma delícia! Ter esse reencontro com o tecido foi muito legal e você precisa ter muita força no braço e abdômen. É desafiante. Eu saía de lá com dores aonde eu nem imaginava que poderia doer”, contou a atriz.

Juliana Lohman, que vive a garota de programa Cindy, também revela não ser a primeira vez que pratica acrobacia em tiras de pano. No entanto, a atriz nascida em Niterói afirma ter passado por uma verdadeira superação para voltar a praticar. “Quando eu era mais nova cheguei a fazer um tempo de acrobacia com tecidos, é uma experiência que guardo com carinho. Gostei muito de fazer e sempre alimentei uma vontade de voltar. E quando foi falado que a gente faria acrobacia, fiquei super feliz, mas um pouco receosa por causa de um problema que tenho no joelho. Foi um processo de superação pra mim, muita fisioterapia, de sentir dor também mas aos poucos eu fui conseguindo fazer e foi dando tudo certo”.

Estreante na prática de tecido acrobático, Malu Falangola, a Ioná, diz ter se apaixonado pela atividade, apesar da dificuldade, e conta que a ganhou mais qualidade de vida, “Para mim é inédito, eu nunca tinha nem encostado num tecido. Quando começamos a ter aula foi muito rápido, tínhamos que evoluir para a gravação e as meninas já tinham alguma experiência e eu não. Tive que ralar, mas ao tempo que é muito difícil é muito prazeroso. Agora eu estou apaixonada pelo tecido, é um exercício super diferente, não tem em todo lugar e me fez mudar minha qualidade de vida”.

A bailarina e professora de dança, Karla Klemente, responsável pelo treinamento das atrizes, ressalta a dificuldade dos exercícios, mas elogia o desempenho delas nas aulas de tecido acrobático: “Para o tecido é preciso pegar resistência, não é só aprender a dança. Você precisa ir estruturando seu corpo para que ele ganhe resistência para fazer e repetir, como é em uma cena de TV. É difícil, mas exige técnica e prática. As atrizes foram muito competentes, elas tiveram muita vontade de aprender. Eu fico muito orgulhosa quando vejo em cena, quando as vejo se superando. É muito gratificante”, explicou a professora de dança.

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