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Juliana Didone emociona ao revelar drama no parto da filha: ‘Não conseguia segurá-la nos braços’

Atriz Juliana Didone falou pela primeira fez sobre o nascimento da pequena Liz, que nasceu com ferimentos no crânio após 36 horas de trabalho de parto

Juliana Didone emociona ao revelar drama no parto da filha: 'Não conseguia segurá-la nos braços'. Crédito: Reprodução/Instagram

A atriz Juliana Didone emocionou os fãs ao relembrar o parto emocionante da filha, Liz, que atualmente tem dois anos.

Isso porque, ela contou pela primeira vez sobre o momento delicado, que foi preparado nos mínimos detalhes, mas acabou em muita frustração.

“Todo parto marca a mulher, mas, para mim, marcou negativamente. E isso gerou uma frustração muito absurda. Eu tinha me dedicado muito a esse parto. Tinha doula, enfermeira, banheira de plástico no meio da sala. Tinha tudo”, começou ela durante participação no programa Boas-Vindas, do GNT.

Em seguida, ela relembrou o desespero ao ser informada sobre a falta de dilatação. “As dores começaram a se intensificar. Isso foi uma madrugada inteira. A enfermeira chegou e me tocou. Quando ela falou que eu estava com dois centímetros de dilatação, falei: ‘Não’. Vinte e quatro horas depois que começou esse trabalho de parto, eu fui para o hospital. Ela me tocou de novo, tinha seis de dilatação. Falei: ‘Não é possível’. A cada vez que vinha a contração, eu usava uma força descomunal, e isso se repetiu por muitas vezes“.

E aí a gente estava na segunda madrugada de trabalho de parto. E aí lá pelas tantas eu ouvi: ‘Não desiste, você vai desistir?’. Mas, ao mesmo tempo que eu sentia já o instinto materno falando ‘esquece, plano B, esquece’, tinha aquelas pessoas falando ‘não, não, não’. E aí a gente tentou Kiwi, um procedimento que hoje nem se usa. Você fala com pediatras e eles acham loucura. É tipo um vácuo, que puxa assim. E eu ali, com minha equipe, sendo motivada de a não desistir. ‘Vai, tá quase, tá quase’. Chegou o amanhecer, 6h da manhã. Eu já estava exausta”, continuou.

O nascimento

Ao final, ela cedeu aos conselhos da mãe, e seguiu para a cesárea de emergência. No entanto, ao nascer, constataram que a recém-nascido estava com ferimos no crânio, causados pelo método que foi usado anteriormente.

E aí meu mundo caiu. Eu estava muito feliz porque minha filha estava bem e respirando, mas ela já estava em sofrimento, ela teve que ir para encubadora. Eu tive a Liz muito pouquinho. Depois de tanto esforço, ela ficou nos meus braços dois minutos. Eu me senti péssima, porque em algum momento de tanto estudo, de ir para uma linhagem, de acreditar que essa linha era a certa, a gente quase perdeu nossa filha“, revelou.

Emocionada, Juliana encerrou falando sobre a nova percepção de vida que teve após se tornar mãe: “Eu fiz tanto esforço físico que não conseguia segurá-la nos braços. Eu não tinha energia. Meu medo se potencializou de que eu causei um sofrimento à minha filha. Nos primeiros dez dias da existência dela, eu fiquei indo em um pediatra atrás do outro. No começo, não tinha sido muito legal, mas a gente também tinha uma vida inteira pela frente para rever conceitos. Eu mudei a percepção que tenho da existência depois que me tornei mãe. Eu ganhei uma coisa que eu nem sabia que desejava tanto”, completou.