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Márcia Piovesan

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BBB20: Eliminado, Pyong Lee não se considera o vilão: “Um vilão do bem”

Influencer deixou a casa com 51,70% dos votos

Pyong Lee
Pyong Lee | Foto: Globo/Victor Pollak

“Passei de participante mais votado da casa na primeira semana àquele que conseguiu reverter a situação, conviver e formar o maior grupo de amizade e de proteção dessa edição”. Foi assim que o hipnólogo Pyong Lee reviu sua trajetória no Big Brother Brasil 20.

Depois de ser eliminado com 51,7% dos votos em um paredão contra Babu Santana e Rafa Kalimann, ele não tem medo de dizer que adorava falar sobre o jogo e que, sim, influenciou a casa em diversos momentos – seja em conversas, seja desenhando seus planos com simples caroços de feijão. “Foi um desafio muito divertido. As pessoas viam que eu estava lá para jogar com estratégia e com o coração também, foi um equilíbrio”, avalia o ex-brother, que, nesta entrevista, fala mais sobre a eliminação, a rivalidade com Prior, ver o filho pela primeira vez de dentro do confinamento e outras surpresas do reality.

Como foi passar esse período no ‘Big Brother Brasil 20’?
A experiência lá dentro é muito diferente do que a gente imagina. Realmente é único. As emoções são completamente novas, tem muitas coisas imprevisíveis… Foi um desafio muito divertido. As pessoas viam que eu estava lá para jogar com estratégia e com o coração também, foi um equilíbrio. O saldo, para mim, foi positivo. Tive meus erros, me desculpei e não voltei a repetir. Ter escolhido ir para o paredão essa semana, por exemplo, foi um grande erro porque eu não imaginei que aqui fora tivessem mutirões a favor do Babu e contra mim. Eu conseguia ler muito bem o jogo lá dentro, não imaginava que seria assim. E aqui fora eu vi que acertava muita coisa mesmo (risos).

Desde o início do jogo, você se declarou um jogador convicto, focado em ganhar o prêmio de R$ 1,5 milhão. Qual era a sua estratégia?
Antes de entrar na casa eu não tinha uma estratégia específica. Mas eu sabia que lá dentro não dá para segurar uma máscara, ser diferente do que se é na vida real, interpretar um personagem. Então eu estava focado em entrar e ser eu mesmo, mostrar quem eu sou, a minha história, os meus talentos.

Essa semana, você afirmou que gostaria de ir ao paredão com o Babu, mas acabou eliminado. Sua saída foi uma surpresa?
Foi. Lá dentro a gente só joga com os nossos “achismos” e nossas convicções. Vai ter gente achando que eu fiz cena, mas na verdade o meu coração me guiava a proteger as pessoas que eu mais gostava, que tinham me abraçado desde o início. Não tinha como eu saber quem era bom ou ruim. Estava confiante de que indo ao paredão com o Babu, pelas atitudes e personalidade dele, eu teria grandes chances de voltar. Eu senti que nessa semana o Prior não ia me indicar, mas eu sabia que se provocasse ele na festa ele ia cumprir o acordo e me colocar no paredão, e preferi isso a colocar pessoas que eu gostava na mira. Foi uma jogada arriscada, mas eu abracei o risco.

Você tinha o hábito de planejar a competição usando caroços de feijão para representar cada participante. Como você desenvolveu essa tática?
Eu já tinha visto os bonequinhos de cada jogador no quarto do líder. Pensei: “Se não posso ter os bonequinhos, vou ver alguma coisa que dá para usar”. E fiquei carregando os feijões comigo. Inclusive ainda estão aqui no meu bolso (risos)! Eles davam uma visão de jogo muito boa na hora de ilustrar ou explicar para alguém, mostrar quem estava se movimentando, se aproximando, quem tinha mais afinidade, quem votava em quem.

Você conquistou alguns adversários ao longo do confinamento, um deles foi o Prior. Como você avalia essa rivalidade?
O Prior estava em um grupo de amigos que foi sendo eliminado, e ele sobrou. Ele sempre foi um dos poucos da casa que estava realmente disposto a jogar, competir, pensar no game. Mas o que a Manu falou caiu muito bem: eu entrei para jogar RPG e ele para jogar Fifa. Eram estilos completamente diferentes. Eu acabei subestimando ele em alguns momentos, mas porque eu me baseava nas atitudes que ele tinha na casa, na convivência, nas brigas. Jogava com meus “achismo”. Só que eu gostava de conversar com ele, a gente dava muita risada. Não é como se ele fosse um arquirrival. Foi um jogo que foi se desenhando de forma estratégica.

Acha que se tornou um vilão dessa edição?
Não acho. Se fui um vilão em algum momento, foi um vilão do bem. Poderia ter me tornado? Sim, talvez escolhesse esse lado daqui a pouco. Mas só saberíamos se eu continuasse no ‘Big Brother Brasil’ (risos).

Como foi ver o nascimento do seu filho por vídeo lá dentro da casa?
Foram emoções completamente novas, eu nem sei explicar. Estava conhecendo meu filho, mas ao mesmo tempo não estava, só vi fotos e um videozinho curto. Foi muito emocionante, fiquei muito feliz, mas eu também queria pegá-lo no colo. Foi uma mistura de sensações que eu nunca tinha sentido na vida.

Você teve medo do julgamento do público aqui fora?
Tive. Somos avaliados pelo Brasil todo. Pequenas atitudes podem se tornar grandes. Aconteceu de eu passar do ponto com relação à bebida e errar, mas pedi desculpas, reconheci o erro, e não repeti. Acho que eu evoluí muito lá dentro.

Que rumos você imagina que a competição vai tomar a partir de agora?
Eu acho que o Prior e o Babu vão continuar nessa de dupla kamikaze. A comunidade “hippie”, como está em maior número de pessoas, tem uma probabilidade maior de ganhar as provas e poder colocar os dois no paredão. Mas, pelo que eu tive de feedback aqui fora, agora o Babu e o Prior são concorrentes fortes, então eu realmente não sei o que o público vai fazer.

Quem está forte no jogo?
O Prior e o Babu pelo jeito estão com torcidas fortes. Rafa, Manu e Gabi eram participantes que eu via muito fortes dentro da casa. Também acho que a Thelminha se fortaleceu, mas só tive essa percepção depois que saí do programa.

Por quem está torcendo?
Pela Rafa e pela Manu.

Agora, fora da casa, quais são os seus planos?
Minha prioridade é minha família, minha esposa e meu filho. Quero passar meu tempo com eles. Vou dar uma olhada da minha vida profissional também, estou aberto a propostas. Eu sempre quis ter um programa, também sempre quis ser ator. Quero fazer tudo que tiver oportunidade e trabalhar muito.

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