O supertufão Champi se tornou um dos fenômenos climáticos mais intensos de 2026, após atingir a categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson. O ciclone tropical avança pelo Oceano Pacífico Ocidental e representa uma ameaça para regiões da Ásia, especialmente Taiwan, China e áreas próximas às Filipinas.
Segundo informações meteorológicas divulgadas nesta quarta-feira (21), o sistema apresentou pressão atmosférica extremamente baixa e rajadas de vento superiores a 300 km/h, características de tempestades de grande intensidade.
A Agência Meteorológica do Japão (JMA) classificou o tufão como um fenômeno de intensidade excepcional, localizado ao sul de Okinawa, arquipélago situado no extremo sudoeste do país.
Qual é a força do supertufão Champi?
O Champi alcançou a categoria 5, classificação mais elevada da escala Saffir-Simpson, utilizada para medir a intensidade de furacões com base na velocidade dos ventos sustentados.
De acordo com os dados meteorológicos, o fenômeno registrou pressão atmosférica central próxima de 895 hectopascais (hPa), um valor considerado extremamente baixo.
Para comparação, o furacão Polo, formado anteriormente no Pacífico Oriental, chegou a apresentar pressão de 892 hPa. Entretanto, o Champi se destacou pela intensidade dos ventos, com rajadas estimadas em até 306 km/h nos dados apresentados.
A combinação de ventos intensos e baixa pressão atmosférica coloca o supertufão entre os sistemas tropicais mais poderosos registrados neste ano.
Por que o supertufão Champi ficou tão forte?
Um dos principais fatores responsáveis pela intensificação do Champi é a temperatura elevada das águas do Oceano Pacífico.
Segundo a meteorologista Estael Sias, mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP), o oceano apresenta temperaturas acima do normal há vários meses, criando condições favoráveis para a formação de tempestades intensas.
Na região onde o supertufão se desenvolveu, a temperatura da superfície do mar chegou a aproximadamente 30°C.
Águas mais quentes fornecem energia para os ciclones tropicais, favorecendo a formação de nuvens de tempestade e contribuindo para a redução da pressão atmosférica no centro do sistema.
Quando essas condições se combinam com uma atmosfera favorável, o fenômeno pode ganhar força rapidamente e produzir ventos cada vez mais intensos.
Taiwan, China e Filipinas podem ser atingidas pelo Champi?
O avanço do supertufão pelo Pacífico Ocidental mantém autoridades asiáticas em alerta para possíveis impactos nos próximos dias.
O Champi passou pelas proximidades de Guam, nas Ilhas Marianas, atravessou áreas do Mar das Filipinas e segue em direção às águas próximas de Taiwan.
Entre os principais riscos associados ao fenômeno estão chuvas intensas, ventos destrutivos, ondas elevadas e possíveis inundações em áreas costeiras.
Taiwan e regiões do sul do Japão estão entre as localidades que acompanham a trajetória do sistema. Áreas da China também permanecem sob atenção, dependendo de possíveis mudanças no deslocamento da tempestade.
A intensidade dos efeitos dependerá da trajetória do ciclone e das condições meteorológicas encontradas durante sua aproximação.
Supertufão Champi pode chegar ao Brasil?
Apesar da intensidade do fenômeno, não existe risco de o supertufão Champi atingir o Brasil.
O ciclone está localizado no Oceano Pacífico Ocidental, distante do território brasileiro, e sua trajetória está relacionada às condições atmosféricas daquela região.
As autoridades meteorológicas continuam acompanhando seu deslocamento e possíveis alterações de intensidade, especialmente diante dos riscos para países e territórios da Ásia.







