A influenciadora digital Valéria Diniz se tornou alvo de críticas nas redes sociais após divulgar um vídeo em que aparece constrangendo um menino que vendia balas e bombons na região da Beira-Mar, em Fortaleza, no Ceará. As imagens viralizaram na quarta-feira (28) e provocaram uma onda de solidariedade à criança.
Na gravação, feita nas proximidades do Mercado dos Peixes, o garoto se aproxima da mesa onde Valéria estava acompanhada de amigas para oferecer seus produtos. Durante a conversa, a influenciadora questiona a preferência política da família do menino.
Após a criança mencionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Valéria pede que ela faça o gesto conhecido como “L”, associado ao político. Mesmo depois de o garoto atender ao pedido, a influenciadora se recusa a comprar os doces, enquanto outras mulheres riem da situação.
Na legenda do vídeo, Valéria ainda escreveu uma provocação direcionada à mãe da criança, o que ampliou a repercussão negativa da publicação.
Menino recebe apoio após vídeo viralizar nas redes sociais
A situação mobilizou internautas, influenciadores e grupos de entregadores, que organizaram ações de solidariedade para ajudar o menino e sua família.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, a criança mora com a avó e vende doces na orla de Fortaleza para contribuir com as despesas de casa.
Após a repercussão, motociclistas e entregadores se reuniram para levar alimentos e outros donativos à família. A iniciativa também recebeu apoio de pessoas que acompanharam o episódio pelas redes sociais.
Valéria Diniz pede desculpas após repercussão
Diante das críticas, o perfil principal de Valéria Diniz no Instagram, que reunia aproximadamente 70 mil seguidores, saiu do ar.
Posteriormente, a influenciadora utilizou outra conta para se pronunciar sobre o episódio e pedir desculpas ao menino e à família.
Na mensagem, Valéria afirmou que não pretendia transmitir a impressão causada pelo vídeo e manifestou o desejo de ser perdoada pelos envolvidos.
O episódio continuou repercutindo nas redes sociais, principalmente pelas críticas à exposição da criança e pelo uso de uma provocação política durante a tentativa de venda dos doces.







