Um incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, destruiu equipamentos avaliados em cerca de R$ 100 milhões e comprometeu pesquisas científicas desenvolvidas ao longo de duas décadas. O fogo atingiu um prédio da instituição na quarta-feira (7), provocando perdas consideradas irreparáveis pela administração da universidade.
As chamas atingiram o antigo edifício da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), localizado na Cidade Universitária. O espaço abrigava laboratórios de fármacos, informática e genética, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica.
Segundo o reitor Alfredo Gomes, aproximadamente 100 tipos diferentes de pesquisas eram realizados no local. O incêndio também destruiu amostras científicas armazenadas durante cerca de 20 anos.
Incêndio na UFPE compromete pesquisas científicas
Em entrevista à TV Globo, Alfredo Gomes explicou que os equipamentos instalados no primeiro andar do prédio foram completamente destruídos pelas chamas.
O reitor destacou que a perda vai além dos prejuízos materiais, já que os laboratórios reuniam trabalhos desenvolvidos por estudantes e pesquisadores de diferentes níveis acadêmicos.
Entre os profissionais afetados estão alunos de iniciação científica, mestrandos, doutorandos e professores da universidade.
Além dos equipamentos, o fogo atingiu materiais e amostras utilizados em estudos que vinham sendo desenvolvidos há anos.
Pesquisas sobre câncer, Covid-19 e autismo podem ter sido afetadas
Entre as perdas relatadas estão amostras relacionadas a pesquisas sobre Covid-19, câncer, autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
Uma estudante de nutrição contou à TV Globo que recebeu informações de testemunhas sobre a destruição desses materiais.
Até o momento, não foi divulgado um levantamento detalhado que confirme a extensão das perdas em cada linha de pesquisa.
O incêndio também causou preocupação entre estudantes que moram na Casa do Estudante da UFPE. Segundo relatos, a fumaça alcançou as dependências das residências universitárias.
Polícia Federal investiga causas do incêndio
Em nota, a Universidade Federal de Pernambuco informou que a presença de determinados produtos armazenados no prédio contribuiu para a rápida propagação das chamas.
A causa inicial do incêndio ainda não havia sido identificada. A Polícia Federal (PF) foi acionada para investigar as circunstâncias do ocorrido.
Este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana, aumentando a preocupação com a segurança das instalações universitárias.
A instituição enfrenta agora o desafio de avaliar os danos e identificar quais atividades científicas poderão ser recuperadas.
A perda de equipamentos, documentos e amostras acumuladas ao longo de duas décadas representa um impacto significativo para a produção científica da universidade.







