O dia 2 de agosto de 2027 reserva um espetáculo no céu: um eclipse solar total com duração máxima de aproximadamente 6 minutos e 23 segundos. A marca será alcançada no Egito, na região próxima a Luxor, conforme as projeções da NASA.
Durante a totalidade, a Lua encobre completamente o disco solar. O céu escurece e a coroa solar, camada mais externa da atmosfera do Sol, pode ser observada.
Será o eclipse solar mais longo do século?
O fenômeno terá uma duração excepcional, mas não será o mais longo do século 21. Esse recorde pertence ao eclipse de 22 de julho de 2009, que atingiu 6 minutos e 39 segundos de totalidade.
Para comparar, o eclipse que cruzou a América do Norte em abril de 2024 chegou a 4 minutos e 28 segundos. Os números constam no catálogo de eclipses da NASA.
Onde será possível observar o eclipse de 2027?
A faixa de totalidade passará por áreas do sul da Espanha, norte da África e Oriente Médio. Entre os países no trajeto estão Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.
Será necessário estar dentro dessa faixa para ver o Sol completamente encoberto. A duração da totalidade mudará conforme o ponto de observação. O trajeto pode ser consultado no mapa do Time and Date.
Qual será o horário do eclipse?
Considerando o horário de Brasília, os principais momentos do fenômeno no planeta serão:
- 4h30: início da fase parcial no primeiro local atingido;
- 5h23: início da totalidade no primeiro local;
- 7h06: máximo do eclipse;
- 8h49: fim da totalidade no último local;
- 9h43: encerramento da fase parcial no último local.
Esses horários representam o percurso global da sombra da Lua. Não indicam que um único observador acompanhará todas essas etapas durante o período inteiro. Cada cidade terá seus próprios horários, conforme os cálculos do Time and Date.
Como observar o eclipse com segurança?
Para acompanhar as fases parciais, é preciso usar óculos próprios para observação solar que atendam à norma ISO 12312-2. Óculos de sol comuns não oferecem proteção adequada.
Segundo as orientações da NASA, a proteção só pode ser retirada durante a totalidade, quando o Sol estiver inteiramente coberto, e apenas por quem estiver dentro dessa faixa. Assim que qualquer parte do disco solar reaparecer, os óculos devem ser recolocados.
Binóculos, telescópios e câmeras exigem filtros solares específicos instalados na parte frontal do equipamento. Óculos de eclipse, sozinhos, não tornam seguro olhar para o Sol através desses instrumentos.







