O apresentador Ratinho usou seu programa no SBT para rebater uma queixa-crime apresentada contra ele no Ministério Público de São Paulo por uma fala considerada homofóbica. Alvo de um processo movido por um ativista dos direitos LGBTQIAPN+, o comunicador negou qualquer intenção de ofender e atribuiu a polêmica a uma “brincadeira”.
A polêmica com Tiago Piquilo
A controvérsia começou durante uma interação com o cantor Tiago Piquilo, da dupla Hugo & Tiago. Ao comentar o novo visual do artista, que havia pintado o cabelo de loiro, Ratinho disparou: “Você está com uma cara de viado”.
A queixa-crime foi formalizada pelo ativista e suplente de deputado estadual Agripino Magalhães Júnior, que argumentou que a Justiça precisa intervir para coibir declarações que tratem vidas humanas com escárnio.
Em sua defesa ao vivo, Ratinho alegou que a ação tem motivações financeiras e afirmou ter uma trajetória pautada pelo respeito:
“O senhor que está me processando está usando uma entidade para levar vantagem. O senhor sabe que eu estava brincando, faz 28 anos que eu brinco na televisão, nunca desrespeitei uma pessoa sequer.”
O apresentador ainda contou com o apoio de Galvão Bueno, que participou da atração e saiu em sua defesa, afirmando ser testemunha de que o colega de emissora nunca teve a intenção de desrespeitar ninguém.
O posicionamento do SBT e histórico de polêmicas
A cúpula da emissora também precisou lidar com os reflexos das declarações do apresentador. Recentemente, a presidente do SBT, Daniela Abravanel Beyruti, defendeu Ratinho em entrevista ao jornalista Fefito, no YouTube.
Embora tenha pontuado que o comunicador pertence a uma geração diferente, Daniela ressaltou que conversaria com ele sobre falas que possam ferir o público: “Para o SBT, todos são aceitos e bem-vindos. Os LGBTs fazem parte da nossa história… Sei que o Ratinho não fez e não faz por mal”, declarou.
Além deste caso, Ratinho enfrenta outras frentes judiciais recentes. Desde março, ele lida com um processo movido pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) por transfobia, após o apresentador questionar a idoneidade da parlamentar para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Na ocasião, a deputada pediu uma indenização de R$ 10 milhões e a suspensão temporária do programa, enquanto o SBT informou que tratou o tema internamente.







