Especialistas alertam que manipular espinhas na região entre o nariz e a boca pode favorecer infecções que, embora raras, exigem atenção médica.
Espremer uma espinha pode parecer um hábito inofensivo, mas, em alguns casos, a prática pode provocar complicações sérias. O alerta ganhou força após o caso do influenciador Willian Silva, conhecido como Ken do CG, que precisou ser internado após desenvolver uma infecção ao espremer uma espinha na região do bigode.
Segundo especialistas, complicações como essa são incomuns, mas podem ocorrer quando bactérias conseguem atingir camadas mais profundas da pele.
Por que espremer espinhas pode ser perigoso?
De acordo com a dermatologista Andressa Vargas, ao espremer uma espinha a pele perde sua barreira natural de proteção, facilitando a entrada de bactérias.
Como consequência, a infecção pode se espalhar e causar problemas como abscessos, celulite bacteriana e outras infecções cutâneas.
O dermatologista Rafael Parisi, do Hospital Brasília, explica que o risco não está apenas nas bactérias presentes nas mãos. A pressão exercida durante a manipulação também pode empurrar secreções e microrganismos para regiões mais profundas da pele.
Pessoas com diabetes, imunidade baixa ou outras condições que comprometem as defesas do organismo apresentam maior risco de desenvolver complicações.
O que é o “triângulo da morte”?
A região conhecida como “triângulo da morte” compreende a área entre o nariz e o lábio superior.
O nome chama atenção porque as veias dessa parte do rosto possuem comunicação com estruturas profundas da face e do cérebro. Embora complicações graves sejam raras atualmente, infecções nessa região merecem cuidados especiais e não devem ser ignoradas.
Quando procurar atendimento médico?
Na maioria dos casos, uma espinha inflamada melhora com cuidados básicos. No entanto, alguns sinais indicam que é necessário procurar um médico rapidamente:
- Dor intensa e aumento rápido do inchaço;
- Vermelhidão que se espalha pela pele;
- Saída de pus;
- Febre, calafrios e mal-estar;
- Pele muito quente ou endurecida;
- Dificuldade para abrir os olhos;
- Alterações na visão.
Nos casos mais graves, sintomas como visão dupla ou embaçada, dor intensa ao movimentar os olhos, dor de cabeça forte, vômitos, sonolência, confusão mental ou rigidez na nuca exigem atendimento de urgência, pois podem indicar complicações mais sérias.
Como cuidar de uma espinha da forma correta?
Os dermatologistas recomendam evitar espremer qualquer espinha. O ideal é manter a pele limpa, utilizar sabonetes adequados para o rosto e seguir o tratamento indicado por um profissional.
Se a lesão for muito dolorosa, profunda, apresentar pus, vier acompanhada de febre ou não melhorar após alguns dias, pode ser necessário o uso de medicamentos prescritos por um dermatologista.
Os especialistas também desaconselham práticas caseiras, como furar a espinha com agulhas ou lâminas, aplicar pasta de dente, produtos irritantes ou utilizar antibióticos sem orientação médica, já que essas medidas podem agravar o quadro e aumentar o risco de infecção.







