Manifesto exibido por jogadores após a semifinal motivou pedido de sanções à Fifa às vésperas da decisão contra a Espanha.
A reta final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um novo capítulo fora das quatro linhas. O governo do Reino Unido solicitou à Fifa a abertura de um processo para apurar a conduta de jogadores da Argentina, após a equipe exibir uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas” durante a comemoração da classificação para a final.
O episódio gerou repercussão política e levantou debates sobre manifestações de cunho territorial em eventos esportivos.
Reino Unido cobra punição da Fifa
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, autoridades britânicas encaminharam uma representação formal à Fifa pedindo que a entidade investigue o caso e aplique sanções aos atletas envolvidos.
Entre os pedidos está o afastamento dos jogadores que participaram da manifestação, o que poderia impactar a escalação da Argentina para a decisão contra a Espanha.
Faixa sobre as Malvinas gerou polêmica
A controvérsia começou após a vitória argentina na semifinal, quando os jogadores comemoraram em campo segurando uma faixa com a mensagem “As Malvinas são argentinas”.
A frase faz referência à disputa histórica entre Argentina e Reino Unido pela soberania do arquipélago conhecido como Ilhas Malvinas pelos argentinos e Ilhas Falklands pelos britânicos.
Parlamentares do Reino Unido afirmam que a manifestação viola regras da Fifa que proíbem mensagens de caráter político ou ideológico durante competições oficiais.
Histórico pode pesar contra a federação argentina
O caso também reacendeu episódios anteriores envolvendo a seleção argentina. Antes da Copa do Mundo de 2014, a equipe exibiu uma mensagem semelhante em um amistoso, o que resultou em punição financeira à federação do país.
Autoridades britânicas ainda citaram precedentes em outras competições internacionais, como a punição aplicada ao sul-coreano Park Jong-woo nos Jogos Olímpicos de Londres 2012 e as sanções impostas pela Uefa aos espanhóis Rodri e Álvaro Morata por manifestações relacionadas a Gibraltar.
Governo argentino minimiza possibilidade de punição
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que apoia a demonstração de patriotismo dos jogadores, mas defendeu que disputas diplomáticas sejam tratadas por meios pacíficos.
Segundo o mandatário, a expectativa é de que, caso a Fifa considere que houve infração ao regulamento, a entidade aplique apenas uma multa à Associação do Futebol Argentino (AFA), sem impedir a participação dos atletas na final da Copa do Mundo.
Até o momento, a Fifa não anunciou oficialmente qualquer decisão sobre o caso. A seleção argentina segue confirmada para disputar a final do Mundial contra a Espanha.







