Agência afirma que substâncias comercializadas para fins estéticos e de recuperação muscular não têm registro nem comprovação de segurança.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a venda de peptídeos injetáveis anunciados nas redes sociais com promessas de acelerar a recuperação muscular, estimular a produção de colágeno, melhorar a cicatrização e oferecer benefícios estéticos.
Segundo a agência, esses produtos não possuem registro no Brasil e, por isso, não podem ser comercializados nem utilizados para tratamentos de saúde ou procedimentos estéticos.
Produtos não têm registro na Anvisa
Em uma publicação de checagem de fatos, a Anvisa informou que os peptídeos comercializados pela internet não estão regularizados em nenhuma categoria, seja como medicamento, suplemento alimentar, cosmético ou alimento.
Com isso, não há garantias sobre a origem, composição, qualidade, eficácia ou segurança dessas substâncias.
A agência reforça que apenas produtos aprovados após rigorosos estudos científicos podem ser autorizados para uso no país.
O que são os peptídeos?
Os peptídeos são moléculas produzidas naturalmente pelo organismo e desempenham funções importantes, como a regulação hormonal, a cicatrização e a resposta imunológica.
Alguns deles deram origem a medicamentos amplamente utilizados, como a insulina e os remédios à base de GLP-1, indicados para o tratamento do diabetes e da obesidade. No entanto, esses medicamentos passaram por estudos clínicos e por um processo de avaliação antes de receberem autorização para uso.
Quais substâncias foram citadas pela Anvisa?
A agência destacou que diversos produtos divulgados nas redes sociais não possuem registro no Brasil, entre eles:
- BPC-157;
- TB-500;
- GHK-CU;
- CJC-1295;
- Ipamorelina.
Essas substâncias costumam ser anunciadas com promessas de ganho de desempenho físico, rejuvenescimento, cicatrização e outros benefícios terapêuticos ou estéticos, mas não têm autorização para comercialização no país.
Além disso, a Anvisa lembra que medicamentos manipulados só podem ser preparados mediante prescrição médica individualizada e por farmácias de manipulação devidamente regularizadas.
Suplementos e cosméticos injetáveis são proibidos
A Anvisa também esclareceu que suplementos alimentares só podem ser comercializados para uso oral, o que impede a venda de suplementos injetáveis no Brasil.
Outro ponto destacado é que não existem cosméticos de aplicação injetável autorizados pela agência. Portanto, qualquer produto vendido como “cosmético injetável” é considerado irregular.
Orientação aos consumidores
A recomendação da Anvisa é que os consumidores desconfiem de anúncios que prometem resultados rápidos ou “milagrosos”, especialmente aqueles divulgados em redes sociais.
A agência orienta que apenas medicamentos e produtos devidamente regularizados pelos órgãos de vigilância sanitária sejam utilizados, garantindo maior segurança e reduzindo os riscos à saúde.







