Carl Rinsch desviou US$ 11 milhões destinados a uma série da plataforma e usou o dinheiro em criptomoedas, ações e artigos de luxo
O diretor Carl Rinsch, conhecido por comandar o filme 47 Ronins (2013), foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por fraudar a Netflix em um esquema que desviou cerca de US$ 11 milhões. A sentença foi anunciada em uma audiência realizada em Nova York.
O cineasta, de 55 anos, havia sido considerado culpado em novembro de 2025 pelos crimes de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação, os recursos enviados pela plataforma de streaming para a produção de uma série foram utilizados em investimentos em ações, criptomoedas e na compra de bens de luxo.
Justiça cita tentativa de esconder o crime
Durante a audiência, o juiz Jed Rakoff reconheceu que Carl Rinsch enfrentava problemas de saúde mental, mas afirmou que as provas mostravam uma tentativa deliberada de ocultar o esquema.
Antes da sentença, o diretor pediu desculpas à Justiça e assumiu a responsabilidade pelos atos.
“Lamento profundamente. Não reconheci o perigo da condição em que me encontrava. Não busquei ajuda. Aceito a responsabilidade”, declarou.
A promotoria defendia uma pena mínima de cinco anos de prisão, mas a condenação acabou sendo fixada em dois anos e meio.
Série nunca foi concluída
O caso teve início em 2018, quando a Netflix fechou um contrato de US$ 40 milhões com Carl Rinsch para desenvolver a série White Horse. O projeto, no entanto, nunca foi finalizado e acabou cancelado em 2021.
De acordo com as investigações, a plataforma perdeu aproximadamente US$ 55 milhões com a produção. Em 2024, a empresa venceu uma arbitragem contra o diretor, que ainda não devolveu os valores determinados pela decisão.
Keanu Reeves pediu clemência
Pouco antes da condenação, o ator Keanu Reeves enviou uma carta ao tribunal pedindo que a sentença fosse aplicada com “leniência e misericórdia”.
Reeves trabalhou com Carl Rinsch em 47 Ronins, longa-metragem no qual estrelou e também atuou como produtor. A defesa do diretor não comentou a decisão da Justiça.







