Profissional enfrentava uma leucemia e estava internada em Natal; carreira foi marcada pela cobertura esportiva e pela defesa de pautas ligadas ao autismo
A jornalista Helga Oliveira morreu nesta quinta-feira (25), aos 51 anos, em Natal (RN), após enfrentar complicações de saúde causadas por uma leucemia. Referência no jornalismo esportivo potiguar, ela estava internada desde o dia 6 de junho e deixa o marido, o jornalista Luis Henrique, e os filhos Pedro e Caio.
A notícia provocou grande comoção entre familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores. Nas redes sociais, diversas homenagens destacaram a dedicação de Helga ao jornalismo e sua postura acolhedora ao longo da carreira.
Pioneira no jornalismo esportivo do Rio Grande do Norte
Helga Oliveira ficou conhecida por seu trabalho na antiga TV Cabugi, afiliada da Globo no Rio Grande do Norte, onde integrou a equipe de jornalismo esportivo e apresentou edições locais do Globo Esporte.
Reconhecida como uma das pioneiras da cobertura esportiva na televisão potiguar, a jornalista construiu uma trajetória marcada pelo profissionalismo e pela abertura de espaço para mulheres no segmento esportivo. Ela completaria 52 anos no próximo sábado (27).
Estado de saúde se agravou nas últimas semanas
Helga convivia com a leucemia havia pelo menos cinco anos. Nas últimas semanas, seu quadro clínico piorou após uma gripe evoluir para uma pneumonia severa, comprometendo ainda mais sua recuperação.
Desde o início de junho, ela estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Policlínica do Alecrim, em Natal. Além da pneumonia, o tratamento contra a leucemia contribuiu para o enfraquecimento de seu sistema imunológico.
Durante a internação, familiares, amigos e colegas promoveram correntes de oração e manifestações de apoio em busca de sua recuperação.
Legado vai além do esporte
Além da atuação no jornalismo esportivo, Helga Oliveira também se destacou pelo engajamento em causas sociais, especialmente na conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista.
Mãe de Caio, ela transformou sua experiência pessoal em ações voltadas ao acolhimento e à informação de famílias. Em 2018, participou ao lado do filho de uma campanha institucional da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e da intervenção precoce no autismo.
A iniciativa alcançou milhares de pessoas e reforçou seu compromisso com pautas sociais que ultrapassavam o universo do esporte.
Homenagens e despedida
Em nota oficial, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte lamentou a morte da jornalista e destacou sua trajetória marcada pela competência, sensibilidade e pioneirismo.
A instituição também manifestou solidariedade ao marido, Luis Henrique, aos filhos Pedro e Caio, além de familiares, amigos e profissionais da comunicação do estado.
Até a última atualização da reportagem, não haviam sido divulgadas informações sobre o velório e o sepultamento de Helga Oliveira.







