Filha do Rei do Futebol enfrentou uma longa batalha judicial para ser reconhecida e transformou sua história em ativismo político
A história de Pelé dentro dos gramados é conhecida mundialmente. Fora deles, porém, um dos capítulos mais marcantes de sua vida envolveu a relação com Sandra Regina Arantes do Nascimento Felinto, que travou uma longa disputa judicial para ter sua paternidade reconhecida.
Sandra morreu em 2006, aos 42 anos, após enfrentar um câncer de mama agressivo. Sua trajetória ficou marcada pela busca por reconhecimento, pela atuação política e pela defesa dos direitos de pessoas que enfrentam situações semelhantes.
A batalha pelo reconhecimento de Pelé
Sandra Regina nasceu no Guarujá, litoral de São Paulo, fruto de um relacionamento entre Pelé e Anísia Machado.
Sem conseguir o reconhecimento espontâneo do ex-jogador, ela recorreu à Justiça para comprovar a paternidade. O processo se arrastou por anos e ganhou grande repercussão nacional durante a década de 1990.
A situação foi definida em 1996, quando um exame de DNA confirmou o vínculo biológico entre Sandra e Pelé. Com base no resultado, a Justiça garantiu oficialmente o reconhecimento da paternidade.
Relação permaneceu distante
Apesar da decisão judicial, a relação entre pai e filha nunca se tornou próxima. O distanciamento emocional entre os dois continuou ao longo dos anos e acabou se tornando um dos aspectos mais comentados da história.
Sandra chegou a relatar sua experiência no livro A Filha que o Rei Não Quis, no qual descreveu a luta pelo reconhecimento e os impactos pessoais da situação.
Carreira política e defesa da investigação de paternidade
A notoriedade do caso levou Sandra à vida pública. Ela foi eleita vereadora em Santos e utilizou seu mandato para defender causas ligadas aos direitos da família.
Entre suas iniciativas, destacou-se a criação de um programa voltado à realização gratuita de exames de DNA na rede pública municipal, buscando facilitar o acesso de pessoas que enfrentavam disputas de paternidade.
Morte aos 42 anos
Em 2006, Sandra Regina enfrentou um câncer de mama que evoluiu de forma agressiva. O agravamento da doença provocou falência múltipla dos órgãos, levando à sua morte em 17 de outubro daquele ano.
A ausência de Pelé durante a internação e no funeral gerou forte repercussão pública na época. Sandra deixou o marido, Ozeas Felinto, e os filhos Octávio e Gabriel.
Reconciliação aconteceu por meio dos netos
Anos depois, já durante o tratamento contra um câncer que levaria à sua morte em dezembro de 2022, Pelé recebeu a visita dos netos Octávio e Gabriel.
O encontro foi visto como um gesto de reconciliação familiar e marcou o encerramento de uma história que atravessou décadas de conflitos, disputas judiciais e mágoas.
Embora a relação entre Pelé e Sandra Regina tenha sido marcada por distanciamento e controvérsias, a trajetória da filha do Rei do Futebol permanece como um dos episódios mais conhecidos e debatidos da vida pessoal do maior ídolo da história do futebol brasileiro.







