O jornalista Maurício Kubrusly, conhecido por suas reportagens no Fantástico, vive hoje uma rotina bem diferente da que teve durante décadas na televisão. Aos 80 anos, o ex-repórter mora no sul da Bahia e convive com uma doença neurodegenerativa sem cura.
Kubrusly foi diagnosticado com demência frontotemporal, condição que afeta progressivamente funções cognitivas como memória, comportamento e linguagem. Por causa do quadro de saúde, ele se afastou do trabalho na TV em 2019.
Vida tranquila longe da televisão
Desde que recebeu o diagnóstico, o jornalista decidiu mudar o ritmo de vida. Ele passou a viver em Serra Grande, distrito de Uruçuca, no litoral sul da Bahia, ao lado da esposa, a arquiteta Beatriz Goulart, e do cachorro da família.
A escolha por um lugar mais calmo e próximo da natureza ajudou a trazer mais qualidade de vida para o ex-repórter, que hoje leva uma rotina mais reservada.
Do sucesso no Fantástico ao afastamento
Kubrusly ficou conhecido nacionalmente por apresentar o quadro “Me Leva, Brasil”, exibido no Fantástico. Nas reportagens, ele percorria diferentes regiões do país mostrando histórias curiosas, personagens marcantes e tradições culturais.
O quadro fez enorme sucesso e transformou o jornalista em um dos rostos mais reconhecidos do programa dominical.
Doença afeta memória e rotina
A demência frontotemporal é uma doença degenerativa que ainda não possui cura. Com o avanço do quadro, pacientes podem ter dificuldades para lembrar de acontecimentos e até de partes importantes da própria trajetória.
Segundo relatos, Kubrusly chegou a perder lembranças ligadas à carreira na televisão, incluindo momentos de seu trabalho como repórter.
Mesmo longe das câmeras, o jornalista segue lembrado com carinho por fãs e colegas de profissão. Seu trabalho ajudou a revelar histórias e culturas de todo o Brasil, deixando uma marca importante no jornalismo televisivo.







