Em entrevista a Leo Dias, a influenciadora Virgínia Fonseca revelou que, diante da enxurrada de críticas recentes, incluindo comentários sobre sua participação como rainha de bateria da Grande Rio no Carnaval e sobre sua relação com os filhos, muitas vezes prefere chorar escondida para não expor fragilidades.
A confissão repercutiu nas redes sociais e abriu debate sobre os efeitos da pressão pública na saúde mental. Para entender melhor esse cenário, a psicóloga Bruna Luz (CRP 04/62680), especialista em atendimento à mulher e fortalecimento pessoal, explicou como esse tipo de cobrança pode afetar a saúde emocional e como enfrentar críticas constantes.
Como críticas atingem a saúde mental
Segundo Bruna, mesmo quando feitas com boa intenção, as críticas podem ter forte impacto: “Elas geram insegurança, ansiedade, sensação de inadequação, vergonha e até medo de errar ou se expor. Quando acontecem em público ou em grande escala, podem provocar baixa autoestima, insônia e tristeza persistente. Em situações mais graves, chegam a desencadear depressão ou agravar transtornos já existentes”.
Críticas saudáveis x críticas prejudiciais
Nem toda crítica é nociva, mas existe um limite: “As críticas construtivas respeitam a pessoa, apontam comportamentos concretos e oferecem sugestões. Já as que fazem mal envolvem julgamentos de valor, generalizações como ‘você sempre’ ou ‘você nunca’, exposição excessiva e repetição sem abertura para diálogo”, explica a psicóloga.
A internet como amplificadora
A especialista destaca que a internet intensifica esse processo: “O anonimato, o alcance massivo e a permanência das publicações aumentam o impacto emocional. Além disso, críticas online muitas vezes carecem de empatia e vêm acompanhadas de comentários agressivos, comparações e até cancelamento”.
Estratégias para lidar com críticas
Bruna orienta: “Respirar antes de reagir, refletir se existe algo de construtivo, conversar com pessoas de confiança e desenvolver autoconhecimento são passos essenciais. Também é importante estabelecer limites sobre quando responder e quando ignorar. Se o sofrimento for persistente, o apoio psicológico é fundamental”.
O significado do choro escondido
Sobre a postura revelada por Virgínia, Bruna avalia: “O choro escondido pode simbolizar a tentativa de proteger a imagem, evitar julgamentos ou parecer vulnerável. Muitas vezes indica solidão, acúmulo de emoções não expressas ou medo de incomodar. É um sintoma de que o sofrimento não está sendo ouvido e precisa de acolhimento”.







