O desabafo de Isabeli Fontana sobre a partida do filho Lucas, de 18 anos, fruto da relação com Henri Castelli, emocionou muitas mães que vivem a mesma fase. O menino está saindo do país e causou o chamado “ninho vazio” na mãe, um fenômeno materno que costuma despertar tristeza, saudade e até sensação de perda. Mas como lidar com esse momento sem deixar que a dor se torne um sofrimento maior?
De acordo com a psicóloga Anastácia Barbosa, é fundamental validar as emoções. “Quando um filho sai de casa, os pais podem sentir um vazio emocional. É importante reconhecer essa dor como parte natural do ciclo da vida. A saída também é sinal de crescimento e autonomia, e transformar a dor em orgulho ajuda a ressignificar o momento”, explica.
A intensidade desse sofrimento se deve ao vínculo construído ao longo dos anos: “O cérebro e o coração interpretam a partida como perda, porque o afeto, a rotina e o cuidado diário passam por uma mudança brusca. Isso não significa que algo está errado, mas que o relacionamento foi profundo e significativo.”
Tristeza saudável ou sinal de alerta?
É natural sentir saudade e chorar, mas é preciso observar os sinais:
“O alerta aparece quando a tristeza se transforma em isolamento, insônia constante, desânimo profundo ou dificuldade em realizar tarefas do dia a dia. Nesses casos, buscar apoio psicológico é fundamental.”
Ressignificando o momento
A saída de um filho também pode abrir novas portas: “Esse pode ser um período de redescoberta. Muitos pais retomam projetos pessoais, cultivam hobbies ou fortalecem o relacionamento conjugal. É uma chance de reconectar-se com a própria identidade além da maternidade e paternidade.”
Mantendo o vínculo à distância
Graças à tecnologia, a conexão pode continuar forte:
“Chamadas de vídeo, mensagens e visitas periódicas ajudam a manter o vínculo afetivo vivo. Mas é essencial respeitar a autonomia do filho, sem dar a sensação de vigilância constante.”
A mensagem final é de esperança: “A partida de um filho não é o fim de um ciclo de amor, mas o início de uma nova etapa. Dor e orgulho podem coexistir, e essa mistura de sentimentos é o que torna a experiência tão humana.”







