A apresentadora Tati Machado emocionou seguidores ao admitir que deseja engravidar novamente, mas carrega medos diante da possibilidade de uma nova gestação. O relato, marcado pela vulnerabilidade, chama atenção para os desafios emocionais que muitas mulheres enfrentam após experiências dolorosas ligadas à maternidade.
Segundo Manoel Augusto Bissaco, referência em choques e traumas intrauterinos, perdas gestacionais e experiências negativas deixam marcas profundas.
“Quando uma nova gravidez acontece sem que o luto anterior tenha sido elaborado, os medos se intensificam, principalmente quando a gestante se aproxima da fase em que ocorreu a perda. Muitas vezes, inconscientemente, há um movimento de substituição. Isso pode impactar não só a mãe, mas também o bebê, que é altamente sensível às emoções maternas”, explica.
O especialista alerta ainda que ansiedade e estresse persistentes na gestação podem afetar até áreas estruturais do cérebro do bebê, ligadas à memória e à regulação emocional. Por isso, o acompanhamento psicológico perinatal é fundamental para elaborar traumas e reduzir riscos.
A psicóloga clínica Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa reforça a importância de dar espaço aos sentimentos.
“É comum que mulheres, ao pensarem em engravidar novamente, revivam lembranças de dores, complicações ou solidão que sentiram na primeira experiência. Esses registros, quando não elaborados, se transformam em traumas silenciosos. Falar sobre eles é fundamental”, afirma.
Para a especialista, o desejo de uma nova maternidade não precisa ser sufocado pelos medos.
“Com apoio psicológico, a mulher pode transformar esses receios em um processo de autoconhecimento, fazendo escolhas mais conscientes e vivendo a maternidade de maneira mais leve, sem carregar sozinha o peso do passado”, conclui.







