O Hospital DF Star, em Brasília, divulgou neste sábado (16) um boletim médico detalhado sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, que deixou a prisão domiciliar pela manhã para realizar nova bateria de exames com autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes. O documento revela um quadro clínico complexo que inclui infecções pulmonares, gastrite e esofagite.
Quadro respiratório preocupante
Segundo o relatório médico, os exames evidenciaram “imagem residual de duas infecções pulmonares recentes possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração”. O problema se estende ao sistema gastrintestinal, onde “a endoscopia mostrou persistência da esofagite e da gastrite, agora menos intensa, porém com a necessidade de tratamento medicamentoso contínuo”.
Tratamento medicamentoso exclusivo
O cardiologista Leandro Echenique, que acompanha o caso, tranquilizou sobre a necessidade de intervenções cirúrgicas: “O tratamento agora é exclusivamente medicamentoso, não precisa de nada de cirurgia”. O médico chefe da equipe explicou que “aparentemente está tudo em ordem, o trânsito intestinal está preservado, as hérnias estão resolvidas, mas ele persiste com esse quadro de esofagite e algum grau de refluxo”.
A equipe médica identificou uma relação direta entre os problemas: “Esse refluxo, provavelmente, como causa dessas pneumonias de repetição que ele tem tido”. O tratamento recomendado inclui medicação contínua para hipertensão arterial e refluxo, além de medidas preventivas contra broncoaspiração.
Limitações da prisão domiciliar
Os médicos apontaram que o confinamento domiciliar prejudica a recuperação do ex-presidente. “O fato de ele estar em casa agora prejudica um pouco a atividade física, então a gente está sugerindo a ele que intensifique um pouco os exercícios, musculação”, orientou a equipe médica.
O prognóstico indica acompanhamento contínuo: “A previsão é de que nós sigamos acompanhando o quadro clínico. Não estão previstas novas intervenções, mas eventualmente outros exames podem ser necessários nas semanas subsequentes”.







