Maytê Piragibe é uma atriz brasileira conhecida por sua participação em diversas produções audiovisuais. Casada com o ator Marlos Cruz entre 2010 e 2013, ela teve uma filha, Violeta, hoje com 15 anos, fruto do relacionamento. Durante o casamento, Maytê enfrentou múltiplas traições do então marido, incluindo envolvimentos com a babá da criança e amigas próximas da família.
A artista decidiu encerrar o relacionamento quando a filha tinha apenas 3 anos, alegando que o ambiente havia se tornado tóxico para o desenvolvimento da criança. Após a separação, Maytê assumiu a maternidade solo, relatando que o ex-marido não mantém presença constante na vida da filha nem contribui financeiramente para seu sustento. Atualmente, aos 44 anos, ela vive seu primeiro relacionamento em 11 anos, namorando o surfista Leonardo Balthazar.
Para compreender melhor os impactos psicológicos das traições conjugais e da maternidade solo, conversamos com a psicóloga Patricia Binhardi. Segundo ela, a pulada de cerca afeta profundamente a saúde mental da pessoa que foi traída: “A traição, para além do rompimento da confiança, é uma ruptura emocional que atinge diretamente a identidade da mulher. Não se trata apenas do ato em si, mas do que ele representa: a quebra de um vínculo, o abalo da autoestima e a perda total da confiança”.
Além disso, as traições dentro de casa colaboram com a piora dessa quadro: “Isso toca numa ferida profunda: o sentimento de invasão, de humilhação e de desamparo”.
A superação
Binhardi pontua que a superação ocorre aos poucos, mas é importante não se responsabilizar pelo ato do outro: “A traição mexe com o senso de valor pessoal. Por isso, é fundamental que as mulheres entendam: a infidelidade do outro não define quem você é. Você não vale menos porque foi traída. Pelo contrário: sobreviver à dor e seguir em frente é um ato de força, de reconstrução de identidade e, muitas vezes, de libertação.”
Mesmo após o rompimento com a pessoa que cometeu a traição, a mulher pode continuar com gatilhos emocionais: “Ela tem mais autonomia, mais voz, mais consciência de si. Mas ainda carrega, muitas vezes, o peso de manter o equilíbrio emocional da casa, dos filhos, da relação. E quando sofre uma traição, ela é atravessada não só pela dor da perda, mas também por uma desconstrução: ‘Quem eu sou agora?’, ‘Como reconstruo minha vida?’, ‘Como confio de novo?'”.







