Em entrevista à Rolling Stone Brasil, Paulo Coelho recorda sua longa parceria com Raul Seixas e compartilha reflexões contundentes sobre a morte do amigo.
Para ele, “a única droga liberada que matou Raul Seixas foi o álcool” — uma afirmação impactante que, segundo Paulo, a série da Globoplay representa com clareza.
Coelho celebra a fidelidade da produção, mas aponta um único erro: ao sair da prisão, ele não foi até a casa de Raul — justamente o oposto do que é mostrado na série. Fora isso, diz ele, o roteiro honra demais o relato real. Ao terminar de assistir, ficou emocionado a ponto de chorar. “A série foi muito fiel”, afirma, admitindo que reviver aqueles anos de convivência trouxe à tona muita intensidade emocional.
O escritor também compartilhou um episódio curioso: o dia em que conheceu Raul, na praia, quando ambos acreditaram ter visto um disco voador. Apesar de não se lembrar de todos os detalhes, garante que ao menos pensaram ter presenciado algo inexplicável.
Sobre a morte de Raul Seixas, Paulo acredita que a ausência da família e o desgaste pessoal contaram muito. “Ele estava abandonado por todos”, recorda, sugerindo que o isolamento afetou profundamente o fim da vida do artista.







