A morte da cantora Preta Gil no último domingo (20), aos 50 anos, gerou uma onda de comoção em todo o país. Mais do que uma artista talentosa, ela se tornou símbolo de força ao lidar com o câncer colorretal de maneira aberta e sincera. Ao longo do tratamento, Preta escolheu compartilhar sua realidade com o público, desde a rotina no hospital até momentos de extrema vulnerabilidade, passando por experiências de superação que inspiraram milhares de pessoas.
Entre os diversos aspectos que marcaram sua jornada, um detalhe específico chamou a atenção dos fãs: mesmo enfrentando sessões de quimioterapia, Preta Gil não perdeu completamente os cabelos, algo que surpreendeu muitos de seus seguidores, acostumados a associar o tratamento oncológico à calvície total.
A resposta para essa preservação capilar está nos tipos de medicamentos utilizados durante o processo. “Nem toda quimioterapia leva à queda total dos cabelos”, explicou a médica tricologista Dra. Márcia Dertkigil em entrevista à Caras Brasil.
Segundo a profissional, os fármacos mais comuns no tratamento do câncer colorretal, como a capecitabina e o 5-fluorouracil, tendem a ser menos agressivos aos folículos capilares. “Os medicamentos mais usados para câncer colorretal, como a capecitabina e o 5-fluorouracil, são menos agressivos para os folículos capilares. Por isso, é comum que o paciente tenha apenas uma queda parcial, sem perder todos os fios”, detalhou.
Além disso, ela destacou que a perda de cabelo, tradicionalmente associada à luta contra o câncer, não é uma realidade para todos os pacientes. “A queda capilar não é uma regra. E mesmo quando ela ocorre, costuma ser passageira”, frisou.
A medicina também tem evoluído para amenizar os efeitos colaterais dos tratamentos oncológicos. Hoje, existem recursos específicos voltados à saúde dos fios, como tecnologias de resfriamento do couro cabeludo e terapias de ancoragem. “Hoje, inclusive, já existem formas de minimizar esse impacto, como o uso de capacetes de resfriamento e tratamentos específicos de ancoragem dos fios, que ajudam a preservar a saúde capilar durante o tratamento oncológico”, completou a Dra.
Preta Gil vinha lutando contra a doença desde janeiro de 2023, quando foi diagnosticada com câncer no intestino. Após esgotar as alternativas disponíveis no Brasil, ela embarcou para Nova York, nos Estados Unidos, em busca de um tratamento experimental. A cantora chegou ao país em maio deste ano, determinada a explorar todas as possibilidades terapêuticas, mesmo diante da gravidade do quadro, já que o câncer havia se espalhado para outras regiões do corpo.
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