O Brasil está de luto desde a noite de domingo (20), quando o falecimento de Preta Gil foi anunciado. Com câncer no intestino, diagnóstico descoberto em janeiro de 2023, nos últimos meses a cantora estava em Nova York, nos Estados Unidos, realizando um tratamento experimental.
Para compreender melhor a complexidade da doença que causou a morte de Preta Gil, a Caras Brasil conversou com o Dr. Wesley Pereira Andrade, oncologista, mastologista e cirurgião oncologista. “Biologicamente, o câncer de intestino não é dos mais agressivos”, explicou.
“O potencial de crescimento biológico é lento, levando muitos anos para uma lesão precursora (pólipo) crescer e se transformar em câncer. Por isso, pode-se realizar a colonoscopia a cada 5 a 10 anos, de acordo com as recomendações médicas. Outro critério em relação ao risco de morte está relacionado à fase em que o câncer foi diagnosticado. O câncer de intestino diagnosticado precocemente apresenta altíssimas chances de cura”, detalhou.
O profissional ainda destacou que o câncer pode espalhar mais rapidamente caso a identificação seja tardia. “Embora biologicamente lento, se houver um longo período sem diagnóstico, o tumor pode se tornar volumoso, comprometendo órgãos adjacentes, gânglios linfáticos e até mesmo se espalhando para o peritônio (membrana que reveste o intestino). O câncer colorretal também tem a capacidade de se espalhar (metástase) para outros órgãos, como fígado e pulmões, o que aumenta a complexidade do tratamento e reduz as chances de cura”, frisou.
Contudo, se descoberto em sua fase inicial, as tentativas de controle são mais eficazes. “Diagnosticado nos estágios iniciais, o câncer pode ser tratável e curável com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. No entanto, quando detectado em estágios mais avançados, pode ser difícil de controlar”, acrescenta. Além disso, por vezes, são necessários tratamentos mais invasivos, como foi a cirurgia que Preta fez para retirar um tumor. O procedimento levou mais de 20 horas.
“Nesse caso, demandam-se cirurgias mais extensas e complexas. Além disso, quando a doença está em estágios avançados, há muito mais chances de contaminação do sangue com células cancerígenas. Essas células no sangue podem se disseminar pelo corpo, espalhando-se para o fígado, pulmões, ossos e outros locais”, concluiu o Dr.
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