A cantora Angela Ro Ro faleceu nesta segunda-feira (8) após três meses internada. Aos 75 anos, ela sofreu uma parada cardíaca após um procedimento cirúrgico. Além disso, em julho deste ano, a artista passou por uma traqueostomia por conta de uma infecção no pulmão.
Em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Igor Maia Marinho, médico infectologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, explicou o que é e quais os riscos da traqueostomia. Para quem não sabe, esse é um procedimento que cria uma abertura na traqueia para facilitar a respiração. Aliás, é indicada em casos de infecções pulmonares graves, obstrução das vias aéreas ou necessidade de suporte ventilatório prolongado.
“O procedimento foi realizado porque ela enfrentava uma infecção pulmonar significativa, o que já indica um estado clínico delicado, para favorecer a respiração. A parada cardíaca que ocorreu posteriormente é uma complicação grave e pode estar relacionada tanto à evolução da doença de base quanto às próprias limitações do organismo em lidar com infecções severas e procedimentos invasivos”, analisou o profissional.
Como o próprio advogado de Angela Ro Ro relatou, a cantora pegou outra bactéria enquanto estava internada na UTI. “A idade avançada é um fator importante porque reduz a capacidade de recuperação do organismo. Aos 75 anos, é comum que o paciente tenha menor reserva fisiológica, cicatrize mais lentamente e apresente maior risco de complicações após cirurgias ou infecções”, disse.
E completou: “Além disso, idosos frequentemente têm outras doenças associadas que podem fragilizar ainda mais o quadro clínico. Por isso, mesmo intervenções necessárias, como a traqueostomia, tornam-se mais arriscadas nesse grupo”.







