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Márcia Piovesan

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Crime contra a honra aumenta durante a pandemia, alerta Dr. Newton Dias

Com o aumento do uso da internet e das redes sociais, na pandemia, aumentaram também os haters, pessoas que utilizam da internet para ofender quem não gosta.

Dr. Newton Dias / Foto: reprodução.
Dr. Newton Dias / Foto: reprodução.

O uso da internet no Brasil cresceu consideravelmente durante a quarentena. O aumento foi entre 40% e 50%, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). E com o aumento do uso dela, aumentou também  o tempo em que as pessoas ficam em suas redes sociais (principalmente Twitter, Instagram e Facebook).

Com base nisso, é possível perceber a quantidade de ofensas e mensagens indevidas que os haters — pessoas que utilizam da internet para ofender quem não aprecia — enviam com o único propósito de ofender quem a ler. E isso é crime digital, mais conhecido como crime contra a honra. Não há dados científicos para esse aumento, pois muitas destas mensagens são enviadas via mensagem direta e muitas vezes não denunciadas.

O advogado Dr. Newton Dias é considerado o anjo da guarda de famosos e anônimos que sofrem injuria, calunia e difamação através da internet. Ele já trabalha há muitos anos pelo fim deste tipo de crime e das fake news, até representando famosos como: Alex Atala, Luiz Bacci, David Brazil, Antônia Fontenelle, entre outros. Ele estima que o aumento foi de 35%, mas alertando, novamente, que não há como ter um número exato. Para ele, a liberdade de expressão é direito constitucional assim como a honra, por isso deve ser usada com cautela e responsabilidade. Ele alerta que através da reunião de prints (fotos das mensagens), áudios, gravações e até testemunhas já são suficientes para que o processo ocorra. Também alerta que a internet não é terra sem lei e há sim como punir os devidos responsáveis.

Recentemente, a escritora e influenciadora digital Mica Rocha foi alvo deste crime, quando recebeu em sua caixa de mensagens no Instagram, uma mensagem de uma seguidora ofendendo sua filha de apenas três meses. A escritora recorreu às vias jurídicas.