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Márcia Piovesan

TV

Se Joga, Érico Brás!

Ator estreia como apresentador nas tardes da Globo

Érico Brás estreia hoje no 'Se Joga'
Érico Brás estreia hoje no 'Se Joga' | Foto: Globo/Paulo Belote

Aos 40 anos, Érico Brás já fez teatro, cinema e TV. Ele também já participou de reality musical para trabalhar seu lado de cantor e já mergulhou no mundo da dança em concurso com famosos na televisão, Hoje, dia 30, ele estreia como apresentador no Se Joga, na Rede Globo, logo após o Jornal Hoje. Ao lado de Fernanda Gentil e Fabiana Karla, ele analisa o novo desafio que começa daqui a pouco, ao vivo: “O grande barato do artista brasileiro é que ele pode ser tudo”. 

Confira a entrevista oficial de Érico Brás à CGCOM (Central Globo de Comunicação), na qual ele fala de mais essa empreitada em sua carreira!

Você vem de uma trajetória de muito humor. Como é agora virar apresentador?

Érico Brás: O grande barato do artista brasileiro é que ele pode ser tudo. Eu sempre admirei os artistas norte-americanos, porque eles cantam, dançam, atuam, apresentam, produzem. Acho que aqui no Brasil falta a gente se jogar um pouquinho mais nisso. Quando eu entrei na Globo, em 2010, já pensava: quero fazer tudo que eu posso fazer. E uma das coisas que eu almejava era ser apresentador. É claro que eu fui ocupando os espaços como ator, no humor. Eu vim de uma galera que faz muito humor na Bahia, a galera do ‘Ó Paí, Ó’. Depois eu entrei no ‘Tapas e Beijos’, que era um programa de humor num horário bacana. Aí fui construindo minha carreira, os meus planos e projetos. E tinha um plano de, em algum momento, ser também apresentador. Eu estou muito feliz porque acho que é a hora certa de fazer isso. Uma coisa que eu gosto de fazer é pegar esse humor que eu fiz e faço a vida inteira e levar para o programa, porque acho que é um ingrediente que vai ajudar nesse horário da tarde com o objetivo que a gente tem.

O que é mais difícil nesse programa ao vivo e com plateia?

EB: Eu não tiro isso de letra. Acho que as coisas são experiências. Uma coisa que me ajuda muito é a minha experiência no teatro. O teatro é efêmero, como esse programa. O teatro começa e termina todo dia. Por mais que você tenha um roteiro, você pode começar e fazer todo dia diferente. Inclusive responder ao que o público quer. O público quer te ver alegre, o público quer te ver interpretando bem o que você se propõe a fazer. Acho que o nosso programa tem um pouco disso. O fato de ser de segunda a sexta, todo dia começa, todo dia termina e a ideia é que as pessoas gostem e fiquem com a gente nesse período.

Como está sendo a parceria com a Fabiana e com a Fernanda?

EB: Eu já tinha uma relação com a Fabiana, do Zorra, de outros trabalhos como o Popstar, Escolinha… A gente já tem uma amizade que vai além daqui. A Fernanda, eu já tinha encontrado num programa de rádio e a química bateu de cara e isso vem se desenvolvendo ao longo do processo de criação do projeto. Está gostoso!

Como você definiria o programa?

É um programa de variedades. O grande barato é levar curiosidades para as pessoas, jogos. Faz tempo que a gente não vê jogos na TV. Eu acho que esse é o grande diferencial. Mas quem vai dizer isso é o público, quando o programa estrear e quem está em casa der o retorno.

Como você pretende manter essa atualização diária, de estar sempre sabendo o que está rolando? Como isso vai funcionar na sua rotina?

EB: Isso é algo que eu sempre fiz. O artista em geral tem que estar antenado, até porque ele é um agente de transformação da sociedade. Então, como é que ele vai interferir nas questões sociais se ele não está antenado, se ele não sabe o que está acontecendo? Eu sempre procuro dar uma olhada, leio jornal. Agora na internet, eu vou buscar nos sites, porque as pessoas sempre querem saber a minha opinião sobre determinados assuntos. Não que eu tenha a obrigação de opinar sobre tudo, mas eu faço questão de estar atualizado e escolher se eu quero opinar ou não. Tem uma coisa que acho muito bacana nesse momento diferente da minha vida como apresentador. O apresentador está mais ligado ao jornalismo, se eu posso classificar assim. O ator tem essa necessidade de estar bem informado, mas o jornalista tem a necessidade de estar bem informado para bem informar as pessoas e conseguir a imparcialidade.