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Márcia Piovesan

Éramos Seis

Gloria Pires faz balanço de ‘Éramos Seis’

Atriz revela como foi viver Lola, além de autora e diretor falarem do sucesso de mais esse remake

Final feliz para Lola e Afonso
Final feliz para Lola e Afonso | Foto: Globo/Paulo Belote

Na próxima sexta-feira, dia 27, vai ao ar o último capítulo de Éramos Seis e nessa reta final, Gloria Pires faz um balanço de mais esse trabalho em sua carreira e fala da responsabilidade de ter vivido Lola. A atriz exalta ainda, o privilégio de ter contracena com Nicette Bruno e Irene Ravache, atrizes que interpretaram Lola em outras versões de Éramos Seis.

Além de Gloria Pires, a autora Angela Chaves e o diretor Carlos Araújo também fazem falam sobre a realização desse trabalho marcante. Os três concederam entrevista oficial à CGCOM (Central Globo de Comunicação). Confira!

Entrevista com Gloria Pires

Como foi gravar com Nicette Bruno e Irene Ravache?
Gloria Pires: Nicette Bruno e Irene Ravache, além de serem atrizes experientes e mulheres que sempre admirei, também interpretaram Lola nas outras versões da novela. Imaginem a emoção instalada no set, justamente no último dia de gravação, numa pressão enorme por conta do Covid-19. Uma vontade enorme de abraçar e beijar. Eu me senti uma privilegiada por todos esses contornos que tornaram esse encontro ainda mais especial.

Como enxerga esse final feliz para Lola?
GP: A Angela Chaves conduziu essa trama tão conhecida com muita inteligência, relendo passagens que ressignificaram a trajetória de Lola. Não deixou de levá-la pelos caminhos tortuosos, mas com a possibilidade de um novo olhar. Acho que o público vai amar! Eu adorei e me emocionei muito.

Qual sentimento fica, com o fim da novela?
GP: Estar em ‘Éramos Seis’ superou as minhas melhores expectativas. Lola entrou para minha galeria do coração.

Entrevista com a autora Angela Chaves

Qual é o balanço que você faz de ‘Éramos Seis’?
Angela Chaves: ‘Éramos Seis’ é uma novela atemporal, que mostra sua força em mais esta adaptação. É uma história emocionante, que merece ser contada muitas vezes. Espero que o público que não leu o livro tenha curiosidade em ler este belo romance de Maria José Dupret.

Quais foram as adaptações necessárias nesta reta final por causa do coronavírus?
AC:
A novela estava bem adiantada na reta final, faltavam apenas algumas cenas para serem gravadas. Nossa preocupação foi com os mais velhos e também com as crianças. Mas conseguimos realizar da melhor forma com a ajuda de todos.

Ao longo da história, vários atores que participaram da versão de 1994 ou até da versão de 1977, caso da Nicette Bruno, fizeram participações especiais. Isso já era previsto? Como foi poder homenageá-los?
AC: Essas participações foram acontecendo. É incrível o afeto que esta novela carrega. É um sonho poder contar com Nicette Bruno e Irene Ravache, duas Lolas marcantes… assim como com todos os demais.

Como decidiu o que ficava e o que saía nesta versão?
AC:
Nossa base foi o texto da novela de 1994, seguimos por este caminho com todo critério e responsabilidade, mas também tivemos liberdade pra mudar.  A ideia desde a sinopse foi dar um sopro de esperança, um final mais feliz para dona Lola.

Entrevista com o diretor Carlos Araújo
 

Quais alterações foram necessárias devido à pandemia por coronavírus?
Carlos Araújo:
O que a gente fez na segunda e terça-feira da última semana é o que normalmente no final de uma novela se faria em cinco dias de gravação. A gente acelerou o processo, enxugou algumas coisas, como figuração, que não usamos, para não ter muitas pessoas envolvidas no set. Mas realizamos todo conteúdo programado no texto, na dramaturgia.

O que mais te emocionou neste final?
CA: O sentimento que vem com as cenas. A novela fala muito de fraternidade, sempre falou, mas nesse final fala bastante. De valor humano, respeito, generosidade, a troca, o olhar. Vai ser um acolhimento, um conforto. De certa forma, faz uma conexão com o momento que vivemos.

Como foi gravar com Irene Ravache e Nicette Bruno?
CA: A Nicette Bruno é a Madre Joana que acolhe a Lola no convento. E a personagem de Irene se chama Tereza, é uma personagem que vive ali. E elas se tornam amigas, se aproximam, trocam uma ideia, falam sobre a vida. Angela fez uma homenagem a mais. Parte do texto dela que Irene fala, ela falou nas outras versões. Isso é bem bonito.

Qual sentimento fica?
CA: Foi uma novela feita com bastante delicadeza. E foi muito prazerosa. Uma comunhão de coisas, um momento especial. E me parece que para todos. Isso foi transbordando para o público. Essa generosidade que fomos colocando no nosso dia a dia, esse companheirismo. Isso transbordou para o vídeo e foi a alma da novela.