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Filha de Caroline Bittencourt relembra a morte trágica da mãe

Isabelle e Caroline Bittencourt - Crédito: Reprodução / Instagram
Isabelle e Caroline Bittencourt - Crédito: Reprodução / Instagram

Dois anos após a morte da mãe, filha de Caroline Bittencourt desabafa sobre período difícil no luto: ‘Parei de acreditar em Deus’

Filha da modelo Caroline Bittencourt – que faleceu há dois anos ao desaparecer no mar em um passeio de barco com o marido -, Isabelle Bittencourt decidiu dar o seu relato sobre o luto nas redes sociais. Assim, a jovem contou que resolveu usar sua própria experiência para ajudar outras pessoas que também passar por mortes trágicas na família.

Em um relato no Instagram, a filha de Caroline Bittencourt contou que questionou sua fé após perder a mãe e só voltou a acreditar em uma força maior depois de passar por um tratamento espiritual. “Uma das perguntas que mais recebo é sobre como superei e como consegui seguir adiante. Acho importante que pessoas que passam por situações parecidas consigam ter relatos de outras pessoas. Então, decidi dar o meu”, afirmou ela.

Na época da despedida precoce, Isabelle tinha apenas 17 anos de idade. “Para mim, foi muito difícil digerir. No primeiro instante, meu instinto foi abraçar todo mundo que estava em volta. Minha avó que estava mal, meu avô e meu padrasto. Eu queria abraçar todas essas pessoas e trazer para perto. Tomei o papel de quem cuida e não de quem é cuidada. Naquele momento, eu precisava ser cuidada. Acabei tomando esse papel porque eu queria. Só que eu não tinha noção de como isso poderia me prejudicar futuramente“, relatou.

Dor do luto

Então, a jovem contou que viveu uma fase rebelde e perdeu sua fé. “Minha segunda fase foi de rebeldia. Virei a típica adolescente rebelde. Deixei de acreditar em tudo. A primeira coisa que questionei e deixei de acreditar foi Deus. Para mim, não era possível Deus ter deixado aquilo acontecer com a minha mãe e muito menos comigo“.

E continuou: “Para mim, isso [a morte] era uma forma de me castigar e castigar a minha mãe. Eu achava muito injusto. Naquele momento, eu parei de acreditar em Deus e fui me perdendo. Eu não entendia por que a gente tinha que ter relações interpessoais. Não entendia por que eu tinha que conviver com a minha família e amigos. Por que eu tinha que ir para a faculdade, escola e trabalhar? Qual o objetivo disso tudo?“.

O retorno da fé

Isabelle contou que só saiu dessa fase quando seu pai conversou com ela. “Ele falou: ‘Você não precisa acreditar em Deus, Alá ou nesses nomes que as religiões dão. Mas você precisa ter fé. Se você tiver fé de que existe uma força maior, tudo vai fazer sentido’. Quando ele falou isso, de que eu tinha que ter fé e acreditar em força maior, passei a falar: ‘Tenho que me cuidar’. Fui atrás de psicólogos, psiquiatras e, na sequência, uma ajuda espiritual. Posso dizer que a ajuda espiritual foi importante, porque tive crescimento pessoal, não só no meu amadurecimento, mas na questão de ver a vida de outra maneira”, afirmou.

Assim, a filha de Caroline Bittencourt disse que deu um novo significado para a morte repentina da mãe. “Passei a entender que a minha mãe não tinha ido embora. Ela estava em outro plano. Um plano onde as pessoas evoluídas estavam, ou seja, aquilo não tinha sido um castigo. Tinha sido uma coisa boa, porque ela já tinha vivido tudo que tinha para aprender. Já tinha feito as missões dela”, revelou.

Aceitação da filha de Caroline Bittencourt

Desse modo, Isabelle Bittencourt contou como se sente hoje em dia em relação a dor do luto. “Não é uma fórmula de bolo, que a gente segue e funciona. Recebo diariamente [mensagens] de vocês pedindo ajuda e me perguntando como consegui superar. A resposta é: a gente nunca vai superar. Essa dor vai se amenizando. E ela vai se tornando uma coisa presente no nosso dia a dia. Acho que transformei minha dor em saudade“, afirmou.

Por fim, a filha de Caroline Bittencourt contou que sente a presença da mãe em sua vida. “Acredito na força do universo, nesses sinais. Quando quero ter um sinal dela, jogo toda minha força para o universo, peço e agradeço sempre. Às vezes, tenho uma resposta desse universo“, declarou.