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Márcia Piovesan

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Caçulinha comemora 80 anos neste domingo. “Vou aproveitar meus últimos 50”

Músico vai comemorar a data em família

Caçulinha, o aniversariante do dia
Caçulinha, o aniversariante do dia | Foto: Reprodução Instagram

Caçulinha completa 80 anos neste domingo (15). O acordeonista, que ficou famoso após ter tocado por 26 anos no Domingão do Faustão, contou à colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, que vai comemorar a data saindo para almoçar com a família. “Nessa idade já não precisa de festa”, disse ele. E se diverte: “Agora não é mais aniversário, né? É adversário”, brinca ele. “É gostoso chegar até aqui tocando. Foi uma carreira bonita”, comemorou.

Na entrevista, ele relembrou a saída do Domingão do Faustão, em 2009. “Ele quis mudar tudo, acabou com a música porque não dava audiência. Aí eu saí e fui fazer outra coisa”, diz. Depois, teve um quadro no programa até que, em 2014, foi demitido da emissora. Em 2015, foi para a TV Gazeta, onde integrou o Todo Seu, apresentado por Ronnie Von — e encerrado em 2019.

O músico disse ainda que não ficaram rusgas entre ele e o apresentador. “Não existe [briga]. Frequento a casa dele. Ele seguiu a vida dele e eu segui a minha”, afirma. “Até hoje tem gente que fala que eu tô no Faustão [risos]. ‘Te vi domingo!’ Fico quieto. Falo: ‘Talvez’.”

Outro assunto do qual ele não se esquiva, é o passar dos anos. “Tem gente que pergunta: ‘Você é aquele mesmo caçulinha que tocava na TV Record? Eu falo: ‘Sou!’ Fazer 80 anos é… a maior parte morre antes.” Diz que “gostaria de ser mais jovem, lógico, para ter tempo de fazer mais coisas ainda. A gente vai chegando numa idade em que não se arrisca mais, não quer mais fazer determinadas coisas. Nunca pensei que eu fosse ficar preguiçoso. E fiquei! De vez em quando eu fico [risos]. ‘Vamos a tal lugar? Acho que não’. Mas tá bom. A idade é aquilo que a gente vive de bom jeito.”

Com seu estilo brincalhão, ele também falou à jornalista sobre sua expectativa de vida e morte. “Vai ter que encarar [a morte] um dia. Quando ele convocar, não tem escapatória. Por isso tem que fazer coisas boas aqui, pra dizer: ‘Foi legal’. Não adianta criar problema, criar caso”, diz. “Brinco: ‘Vou aproveitar esses últimos 50 anos’. Aí falam: ‘Você não vai durar tudo isso’. Eu: ‘Então quanto? ‘47’. Vai que duro mais três [risos].”, afirmou.