A polêmica envolvendo o hit “Jetski”, de Pedro Sampaio em parceria com Melody e MC Meno K, ganhou um novo capítulo nas redes sociais. Depois das críticas de fãs sobre possíveis semelhanças com outras músicas, um produtor musical resolveu contestar publicamente a versão do próprio Pedro Sampaio sobre a produção da faixa.
O produtor e pesquisador Felipe Vassão publicou um vídeo em que rebate a explicação de Sampaio sobre um dos elementos sonoros da música. Segundo Pedro, o efeito que aparece logo no início seria um som de golfinho real usado na gravação. Vassão discordou dessa versão e foi direto ao ponto: ele afirma que aquele sample faz parte do catálogo de uma plataforma de sons pronta para uso, e não algo gravado ao vivo por Sampaio.
Na opinião do produtor, plataformas como a Splice funcionam como um “shopping de sons”: qualquer usuário pode baixar e usar os mesmos samples em suas produções musicais. Por isso, ele disse que utilizar sons prontos pode enfraquecer o argumento de originalidade defendido por Pedro e sua equipe.
Felipe também deixou um recado para quem faz música: segundo ele, é melhor criar seus próprios sons do que depender de pacotes prontos. Essa visão reacende a discussão sobre criatividade, autoria e uso de samples na música contemporânea — especialmente em faixas que miram o topo das paradas e a viralização nas redes.
O debate acontece em meio a outras comparações levantadas por fãs e observadores, que chegaram a apontar semelhanças do refrão de “Jetski” com um clássico dos anos 1980, embora especialistas digam que coincidências harmônicas nem sempre configurem plágio de fato.
Enquanto isso, “Jetski” segue tocando nas playlists e dominando discussões online — e a polêmica só reforça como a música pop de hoje mistura referências, expectativas do público e regras complexas de direitos autorais.







