Com o início da Quaresma logo após o Carnaval, muitas pessoas se perguntam o seguinte: frango e outras carnes são permitidos durante o período de abstinência? A tradição católica que acompanha esses 40 dias até a Páscoa tem regras específicas sobre alimentação, e elas nem sempre estão claras para todo mundo.
O que significa a abstinência na Quaresma
A abstinência é uma prática tradicional que convida os fiéis a renunciar ao consumo de carne em certos dias como gesto de penitência, sacrifício e reflexão espiritual. No Brasil, isso costuma ganhar destaque especialmente nas sextas-feiras da Quaresma, além da Quarta-feira de Cinzas e da Sexta-Feira Santa.
O que a Igreja considera “carne”
Segundo a tradição católica, a abstinência se refere ao consumo de carne retirada de animais de sangue quente — ou seja, mamíferos e aves. Isso inclui carnes como bovino, suína e frango.
Do ponto de vista científico, aves e peixes são classificados de formas diferentes — aves são “carne branca” e peixes têm outra categoria —, mas essa distinção técnica não altera a regra religiosa: o frango entra na lista de carnes que os fiéis deveriam evitar em dias de abstinência.
E o peixe?
O consumo de peixe e outros animais de sangue frio (como frutos do mar, moluscos e crustáceos) é permitido nos dias de abstinência. Essa prática ganhou força historicamente porque o peixe era visto como um alimento simples e com forte simbologia dentro da tradição cristã.
Por que essa regra existe
A ideia da abstinência vai além de uma lista de alimentos proibidos. O objetivo é viver um tempo de renúncia consciente, lembrando a passagem de Jesus no deserto e abrindo espaço para reflexão, oração e mudança de hábitos.
Há exceções?
Sim. A própria Igreja admite dispensa da abstinência para pessoas com restrições de saúde, idosos, gestantes ou qualquer situação em que a regra possa causar prejuízo físico. Nesses casos, a orientação pastoral é buscar formas alternativas de penitência.







