A recente morte do modelo e apresentador JP Mantovani, aos 46 anos, em um trágico acidente de moto, gerou uma onda de comoção entre fãs, amigos e colegas de trabalho. No entanto, a forma como alguns lidaram com o momento delicado provocou indignação. Uma das vozes mais contundentes foi a da cantora e apresentadora Mariana Belém, que usou suas redes sociais para criticar o que chamou de “espetáculo em cima da dor alheia”.
A cerimônia de despedida de JP, realizada na última segunda-feira (22), havia sido anunciada como íntima, destinada apenas a familiares e amigos próximos, conforme desejo expresso por sua viúva, a cantora Li Marttins. Ainda assim, a presença de pessoas não autorizadas e a movimentação midiática em torno do velório chamaram a atenção e geraram debate sobre os limites entre homenagem e exposição.
“Poucas coisas revelam mais o outro do que a morte de alguém”
Mariana Belém, amiga próxima do casal, afirmou que optou por não comparecer ao velório, em respeito ao pedido de Li. Em um desabafo emocionante nos stories do Instagram, a artista foi firme ao apontar a postura de pessoas que, segundo ela, buscaram visibilidade em um momento de dor.
“Eu poderia estar lá com o aval deles, mas preferi orar de casa. Não preciso da morte de ninguém para aparecer”, declarou. A fala ecoou com internautas que também se sentiram desconfortáveis com a cobertura do velório em programas de entretenimento, como o TV Fama, citado por Mariana.
O culto à imagem até no luto
A crítica de Mariana escancara uma questão cada vez mais presente nos tempos atuais: a espetacularização do luto. Em uma era onde redes sociais e aparições públicas são usadas como vitrine constante, até mesmo momentos que deveriam ser íntimos se tornam oportunidades de exposição.
Ela relembrou, inclusive, o velório de Gugu Liberato, onde presenciou comportamentos semelhantes. “Na morte do Gugu foi igual. Gente querendo aparecer como íntima para se mostrar relevante. A dor do outro não é palco”, lamentou.
O respeito que começa na empatia
Mariana encerrou seu desabafo com um recado direto: “O plantio é opcional, a colheita é obrigatória”. A frase, carregada de simbolismo, evidencia a importância de cultivar respeito e empatia, especialmente em momentos tão sensíveis como a perda de alguém querido.
O debate levantado por ela é necessário e atual. Em tempos de superexposição, repensar nossos comportamentos diante do luto alheio pode ser um passo importante para resgatar o que há de mais humano: o respeito à dor do outro.
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