À espera de sua primeira filha, Zuza, fruto de seu relacionamento com o cantor Nattan, a atriz, influenciadora e ex-BBB Rafa Kalimann emocionou seus fãs ao usar as redes sociais, na última quinta-feira (4/9), para abordar um assunto sensível e essencial: a saúde mental durante a gravidez. O depoimento foi feito durante o “Setembro Amarelo”, campanha dedicada à prevenção do suicídio.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas tiraram a própria vida em 2019 em todo o planeta — e esse número pode ser ainda maior por conta das subnotificações, com estimativas superando 1 milhão de casos. No Brasil, a média anual é de cerca de 14 mil registros, o que representa aproximadamente 38 suicídios por dia.
Em conversa com o portal LeoDias, a médica Luana Carvalho, especialista em saúde mental materna, explicou que o período perinatal — que abrange a gravidez e o pós-parto — é marcado por uma grande fragilidade emocional. “O chamado baby blues afeta até 80% das mulheres, mas dura poucos dias. Já a depressão pós-parto é persistente, profunda e incapacitante. Não é frescura, não é falta de força, é uma condição médica que precisa de cuidado especializado”, destaca.
A profissional alerta para sinais como tristeza contínua, irritação, sensação de vazio, sentimento de incapacidade materna, desinteresse inclusive com os cuidados com o bebê, distúrbios no sono e no apetite e, em situações mais graves, pensamentos relacionados à morte. “Esses sintomas vão muito além do cansaço natural do pós-parto. Eles roubam a energia vital da mulher e podem comprometer não só a vida dela, mas também o vínculo com o bebê e o bem-estar de toda a família”, pontua.
No vídeo que compartilhou no Instagram, Rafa reforçou a importância de cuidar da saúde mental nesse período. “Sempre compartilhei muito sobre os meus desafios com a síndrome do pânico, com a depressão, e a atenção voltada para esse ponto na gestação está sendo muito grande na minha gestação”, disse a ex-BBB, enfatizando também a relevância do suporte emocional de pessoas próximas e de profissionais.
Ela também falou sobre a importância de acolher os próprios sentimentos, sem a pressão de estar sempre bem. “Acho que o mundo nos ensinou a precisar estar sempre forte, principalmente na gestação. E eu acho que é o exato oposto disso. É um momento que a gente pode estar vulnerável, sentir, se permitir. E expressar isso nos dá muita força”, desabafou.
“O depoimento dela é muito potente”. De acordo com Luana Carvalho, o relato de Rafa representa muitas mulheres que passam por situações semelhantes. “O depoimento dela é muito potente porque mostra que mesmo em um momento de tanta expectativa e amor, como é a gestação, também existem fragilidades. E isso não é fraqueza. É humano”, afirma.
As palavras da influenciadora vão ao encontro da análise da especialista, que reforça a relevância do apoio emocional e profissional durante a maternidade. “Quando uma mãe tem escuta sem julgamento, quando o parceiro e a família se envolvem de verdade e quando há acesso a acompanhamento médico e psicológico, os riscos caem muito. Cuidar das mães é cuidar do futuro das crianças. Falar sobre saúde mental, ainda mais durante a gestação, é um ato de coragem e amor. Quanto mais mulheres se sentirem autorizadas a verbalizar seus sentimentos, mais vidas poderão ser cuidadas”, conclui.
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