Um dos momentos mais marcantes da Copa do Mundo de 2002 não foi apenas dentro de campo. O famoso corte de cabelo “Cascão”, usado por Ronaldo Nazário, virou assunto mundial durante o torneio — mas a história por trás do visual é bem diferente do que muita gente imagina.
Anos depois, o ex-jogador revelou que o penteado não foi planejado como estilo. Segundo ele, tudo começou como uma brincadeira e acabou ganhando uma repercussão enorme.
“Não era para ter feito. Foi uma brincadeira”, contou o ex-atacante ao relembrar o episódio.
A estratégia para esconder uma lesão
Apesar de parecer apenas uma mudança estética, o corte tinha um objetivo específico. Na época, Ronaldo lidava com uma lesão no adutor da perna, poucos dias antes da semifinal contra a Turquia.
Para evitar que a imprensa focasse no problema físico, ele decidiu raspar o cabelo e deixar apenas a pequena franja na parte da frente. A ideia era simples: desviar a atenção da mídia.
A estratégia funcionou perfeitamente. O assunto da lesão praticamente desapareceu e o visual virou tema de debate no mundo inteiro.
O próprio Ronaldo explicou a lógica da decisão:
“Todo mundo falava do cabelo e se esqueceu da lesão.”
Brincadeira virou marca da Copa
O corte também surgiu de um momento de descontração entre os jogadores da seleção. Depois de aparecer com o visual no hotel, companheiros chegaram a brincar e dizer que o cabelo estava “horrível”, desafiando o atacante a treinar assim. Ele aceitou — e o resto virou história.
Apesar das críticas, o resultado dentro de campo foi histórico. Ronaldo marcou oito gols no torneio, incluindo os dois da vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Alemanha na final, garantindo o pentacampeonato mundial.
“Peço desculpas às mães”
Com o passar dos anos, Ronaldo também brincou com a repercussão que o penteado teve entre as crianças.
Segundo ele, muitos jovens copiaram o corte durante a Copa — algo que o ex-jogador admite não ter imaginado.
Ele chegou até a pedir desculpas em tom bem-humorado para os pais: o visual, segundo ele próprio, era “horrível”, mas acabou entrando para a história do futebol.
No fim das contas, o corte “Cascão” virou um dos símbolos mais curiosos do penta de 2002 — prova de que, às vezes, até uma ideia improvisada pode acabar se transformando em um momento inesquecível da Copa do Mundo.







