O Rio Grande do Norte confirmou o primeiro registro do fungo Candida auris, conhecido como superfungo, no estado. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) anunciou a confirmação depois que exames laboratoriais indicaram a presença do micro-organismo em um paciente internado.
O caso foi identificado após exames feitos pelo Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen) e confirmado com testes de sequenciamento genético em São Paulo, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.
Quem é o paciente e o que se sabe até agora
Trata-se de um homem espanhol de 58 anos, que está hospitalizado no estado e segue em isolamento. Segundo a Sesap, ele não apresentou sintomas associados ao superfungo e foi internado por outra condição clínica.
Ainda não está claro se a contaminação foi adquirida no Brasil ou fora do país, já que o paciente não tem histórico recente de viagens. A investigação sobre a origem do caso prossegue.
Risco de transmissão e medidas de controle
A Sesap informou que todas as medidas de isolamento e controle de infecção recomendadas pelos órgãos de saúde foram adotadas imediatamente. A transmissão do Candida auris ocorre principalmente por contato direto, e o risco de disseminação na rede de saúde é considerado baixo quando os protocolos são seguidos corretamente.
As equipes de vigilância sanitária monitoram o caso e realizam rastreamento de possíveis contatos. Até o momento, não há outros casos confirmados no estado.
Por que o superfungo preocupa especialistas
O superfungo Candida auris é motivo de atenção global porque pode apresentar resistência alta a medicamentos antifúngicos, dificultando o tratamento em casos de infecção ativa. Esse comportamento é diferente do de outras espécies de Candida, que geralmente respondem bem aos antifúngicos comuns.
A detecção envolve métodos laboratoriais específicos, e seu monitoramento é essencial para a proteção em ambientes hospitalares.
Situação atual no RN
A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte afirmou que o estado dispõe dos antifúngicos necessários em suas unidades hospitalares e que, no caso em questão, o paciente não desenvolveu quadro clínico relacionado ao fungo até o momento.
O monitoramento segue, com atenção especial ao ambiente hospitalar e à aplicação de medidas de controle para evitar a propagação do superfungo.







