O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu uma investigação para apurar a superlotação registrada em megablocos de pré-Carnaval na Rua da Consolação, no centro de São Paulo, que terminou em tumulto e cenas de confusão no último domingo (8). A apuração está a cargo da Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital.
Confusão entre megablocos leva autoridades a agir
O episódio aconteceu quando dois grandes blocos — o tradicional Acadêmicos do Baixo Augusta e o Bloco Skol, que trouxe o DJ Calvin Harris como atração — acabaram se cruzando na mesma via em horários próximos, gerando aglomerado de foliões maior do que o planejado.
A superlotação provocou pressão humana contra as grades de proteção, confusão entre os presentes e relatos de pessoas passando mal. Em alguns pontos, foliões chegaram a derrubar barreiras e a usar ruas e estruturas inusitadas para escapar da multidão.
Resposta da Prefeitura e do Corpo de Bombeiros
Diante da situação, a Prefeitura de São Paulo acionou um plano de contingência, liberando ruas paralelas para que a dispersão dos foliões fosse feita com mais espaço. Segundo a gestão municipal, o grande número de pessoas foi resultado da popularidade dos artistas e do público recorde presente nos desfiles.
O Corpo de Bombeiros informou que 30 pessoas foram atendidas no local, mas sem necessidade de encaminhamento para hospitais. A Secretaria da Segurança Pública também afirmou que não houve invasões graves, embora relatos nas redes sociais mencionem uso de spray de pimenta pela Polícia Militar em intervenções para controlar a multidão.
Debates sobre organização e segurança
O ocorrido levantou questionamentos sobre a organização do evento, já que alertas tinham sido feitos antes do episódio por moradores e parlamentares devido à decisão de concentrar dois megablocos no mesmo trecho da Consolação. A investigação do Ministério Público busca exatamente entender se houve falhas no planejamento e na segurança dos foliões.
O caso segue em apuração, e novas informações devem surgir à medida que a Promotoria analisa as circunstâncias que permitiram a superlotação e os tumultos durante o pré-Carnaval em São Paulo.







